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A melhor maneira de dizer alô

Saiba qual a mais indicada ao seu estilo de vida e corte custos

Por Caio Terreran, especial para PC WORLD

28/09/2007 às 19h09

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dizer_alo150Quando o escocês Graham Bell registrou a patente do aparelho telefônico, em 1876, talvez não fosse capaz de antever que mais de um século à frente sua criação ainda estaria sendo largamente utilizada no mundo e, tampouco, que isso estaria acontecendo com tamanha versatilidade.

Afinal, hoje o que não falta para o consumidor que quer falar via telefone é opção. São diversas maneiras possíveis de se bater-papo por meio do aparelho e a variedade contempla desde tecnologias tradicionais, como a fixa, a outras menos veteranas e disseminadas, como as que usam a internet.

“O momento de fartura de opções é ideal para se barganhar sem medo”, explica Elia San Miguel, analista da consultoria Gartner.

Segundo ela, o mercado vive uma tendência já observada internacionalmente e praticamente consolidada por aqui. Nela, empresas procuram diversificar portfólios, criando pacotes que servem o cliente de diversas formas.

Para entender o que ocorre hoje, pense na palavra convergência e a aplique ao setor de serviços.

Este é o caso, por exemplo, das empresas de TV por assinatura, que, após investirem no acesso à internet banda larga, aproveitam a infra-estrutura já disponibilizada ao cliente para oferecer telefonia VoIP.

“O que permitiu a entrada destas empresas no mercado foram os avanços tecnológicos, que tornam possível o uso da infra-estrutura já instalada para telefonia”, explica Alex Zago, analista da consultoria IDC.

Mas não são só operadoras antes unicamente dedicadas ao sinal de TV que se aventuram neste território. Empresas de telefonia celular também realizam movimento semelhante, passando a oferecer acesso à web e tarifações mais baixas quando o usuário está em uma área pré-cadastrada.

“No mercado, este tipo de serviço é conhecido como homezone e se trata de um dos modelos que mais crescem”, destaca Zago, da IDC.

Confira, a seguir, várias opções de telefonia e veja qual melhor se adapta ao seu perfil.

Telefonia fixa: mais flexível
Segundo dados da Anatel, até maio de 2007 eram mais de 38,9 milhões de linhas telefônicas fixas em utilização no País.

Recentemente, este grande contingente passou por uma mudança importante. A alteração visou tornar a tecnologia mais transparente e adaptável a diferentes perfis de usuários e classes sociais.

Na modificação, a cobrança por pulsos foi substituída pela por minutos. Assim, o consumidor continua a pagar a assinatura da linha fixa, mas, em contrapartida, recebe uma conta muito mais inteligível, em que são detalhados horários, durações e valores de todas as ligações – assim como já acontecia com chamadas feitas para celulares, por exemplo.++++

dizer_alo150Agora, fica a cargo do assinante optar por dois planos distintos, oferecidos por todas as operadoras que atuam em território nacional: os chamados Plano Básico e Plano Alternativo.

Ao escolher um deles, que têm valor de assinatura idêntico (em média, 40 reais), o consumidor deve levar em conta seus hábitos ao falar na linha fixa.

Plano Básico - Aqui, a franquia é de 200 minutos para usuários residenciais e 150 minutos para usuários comerciais. Ligações de até 3 segundos não são pagas e o custo mínimo de cada chamada é de 30 segundos (mesmo se uma ligação durar menos do que isso, custa como tal). Neste plano, cada minuto, além dos que constam na franquia, custa 9 centavos.
Para quem é indicado: quem usa o telefone para ligações curtas e difi cilmente irá extrapolar a quantidade de minutos concedida pela operadora ou acessa a internet via banda larga

Plano Alternativo - Neste caso, a franquia é de 400 minutos para usuários residenciais e 360 minutos para usuários comerciais. Não existe ligação gratuita e o custo mínimo para qualquer chamada discada é de 4 minutos (basta a ligação ser completada, para que o valor seja cobrado). Em contrapartida, o minuto custa 4,5 centavos.
Para quem é indicado: quem faz mais ligações que ultrapassam os 4 minutos ou ainda utiliza a internet discada. Famílias com muitos integrantes ou adolescentes usufruirão melhor deste plano.

Na comunicação móvel, diversificar é preciso
De acordo com a Gartner, após anos de aceleração, a curva de novos usuários de telefonia celular já começa a se estabilizar. Nada mais natural que as operadoras tenham a variedade de serviços como meta.

Além dos já conhecidos planos pós e pré-pagos (80% dos 100 milhões de celulares em uso no país são de linhas deste tipo) e controle (onde o cliente estipula um valor a ser gasto no mês e após atingi-lo só fala se adquirir créditos extra) – estes dois últimos excelentes opções para quem quer evitar sustos ao receber a conta –, operadoras como a TIM agora oferecem serviços que combinam acesso à internet.++++

dizer_alo150No recém-lançado TIM Mais Completo, o usuário paga 99 reais mensais e tem 120 minutos de ligações locais de celular, 200 minutos de ligações feitas de celular, mas contabilizadas como efetuadas de uma linha fixa (em uma área pré-determinada para tanto) e 250 MB para tráfego de dados na web (possíveis por meio do uso de um minimodem ou placa PCMCIA).
Para quem é indicado: usuários que falam pouco ao telefone, moram sozinhos ou navegam raramente na web em casa e querem concentrar as despesas em uma única conta.

Operadora de TV atacam de VoIP
Combinar TV a cabo e internet banda larga de uma mesma operadora é uma realidade presente em muitos lares brasileiros.

Na busca por diversificar o número de serviços, companhias atuantes nesse ramo oferecem pacotes chamados de triple-play, que também incluem VoIP.

Na prática, esta tecnologia funciona como uma linha fixa. Um adaptador é instalado na casa do contratante e fica ligado a um telefone tradicional, apto a fazer e receber ligações com a voz viajando através dos cabos da rede.

O serviço não está restrito apenas a assinantes de TV a cabo e banda larga, mas quem já os possui pode ter descontos nas primeiras mensalidades e a instalação do fone via cabo sai de graça.

Se o número discado estiver na mesma área urbana e também for assinante do serviço pago por quem chama, a ligação é gratuita.

Este é o caso do NET Fone via Embratel, serviço oferecido pela operadora de TV a cabo e cuja franquia mais barata custa 35 reais. A contratação do serviço só não é indicada para quem excede mil minutos falados por mês (em ligações fixo-fixo, caso da franquia mais cara do NET Fone, de 100 reais) – nesta situação, em que o minuto custa 8 centavos, o plano alternativo de telefonia fixa tem tarifas mais atraentes. ++++

dizer_alo150Alguns pontos fracos deste tipo de serviço são os custos cobrados pela instalação de extensões adicionais e a sua queda em caso de falta de energia ou de perda da conexão com a web.
Para quem é indicado: se você já possui outros serviços assinados da mesma operadora de TV, poderá desfrutar de bons descontos e da praticidade de receber tudo numa conta só.

Lugares diferentes, mesmo número de telefone
Você viaja com freqüência? Considere a aquisição de um “número portátil”. Com o investimento em um adaptador ATA, esta tecnologia permite dispensar o micro na utilização do VoIP.

Conectado a um ponto de internet banda larga e a um aparelho de telefone, ele pode ser levado para qualquer canto do mundo e manter o DDD desejado – e as tarifas lá embaixo. O adaptador custa cerca de 400 reais, em média. A operadora TMais, por exemplo, oferece o serviço em planos que custam a partir de 21 reais para a linha de São Paulo.

Outra opção que permite levar o número para qualquer canto do planeta é o PABX Virtual, oferecido por empresas como a LocaWeb. Ele substitui a estrutura de telefonia tradicional da companhia por um servidor que fica hospedado na LocaWeb.

Os ramais de uma empresa podem ser acessados via internet e as ligações são mais baratas, já que são realizadas via VoIP. O pacote custa 87 reais por mês, para três ramais, com um número de entrada.
Para quem é indicado: bom para empresas com sucursais e executivos que vivem em trânsito, mas querem estar acessíveis sem ter que pagar caro.

Fale grátis pela internet
Dentre todas as alternativas citadas, a mais barata para quem tem um computador com conexão rápida é um software gratuito de VoIP. Há vários opções na web, como o popular Skype e o Gizmo Project. É só realizar a chamada – com tarifação grátis para ligações para outros usuários do software.

Quer ligar para fones fixos ou móveis que não utilizem o Skype? Adquira créditos, com preços que variam de acordo com o local, mas que costumam ser convidativos.
Para quem é indicado: bom para quem tem conexão banda larga e vive conectado à rede. Se as ligações para fixos e interurbanos não forem muito freqüentes, é possível ficar apenas com estes softwares.

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A agilidade do rádio
Com o simples apertar de um botão no telefone móvel, você entra em contato com um colega de trabalho localizado do outro lado do país. Esta é a proposta da Nextel, empresa que oferece a tecnologia baseada no padrão Integrated Dispatch Enhanced Network (iDEN).

Espécie de híbrido entre GSM e TDMA e desenvolvida pela Motorola, ela permite que se trafegue, na mesma rede, a comunicação móvel, o acesso de dados e a comunicação via rádio.

O valor dos planos inicia em 82 reais mensais, permitindo uso ilimitado do rádio em território nacional, e com o minuto taxado em 60 centavos para ligações do mesmo DDD chamando telefones fixos, celulares ou outros Nextel.

O produto tem como foco usuários corporativos, mas não há número mínimo de aparelhos a serem adquiridos. Operadoras como a Vivo oferecem serviço semelhante, batizado como Push-to-talk.
Para quem é indicado: empresas e autônomos que necessitam de acesso rápido (e muito freqüente) a seus contatos. O usuário pode falar à vontade via rádio em todo o Brasil sem cobrança adicional.

Vários serviços, um único provedor
Economia e uma conta mais detalhada foram os fatores que influenciaram a bióloga paulistana Sabrina Romano a abandonar a linha fixa e partir para um telefone VoIP. Assinante do serviço de banda larga da NET, ela optou por uma linha NET Fone mesmo sem possuir familiaridade com a tecnologia de voz sobre protocolo de internet.

“Nunca a havia utilizado, nem em software gratuito, e não sabia do que se tratava”, explica ela. “Foi um tiro no escuro”. Contudo, as vantagens apontadas pela usuária, entre elas a economia e a tarifação mais clara, logo a convenceram de que a escolha havia sido acertada.

"Em mais de um ano utilizando o serviço, tive poucos problemas e fui atendida prontamente”. Questionada sobre voltar a utilizar a telefonia fixa, Sabrina garante que a hipótese está fora de cogitação e, agora, experiente no assunto, admite estar aberta a experimentar as novas tecnologias que surgirem no segmento.

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