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Cientistas divulgam imagens inéditas de nanotubos dentro de organismos

Pesquisadores conseguem registrar pela primeira vez imagens de nanotubos de carbono dentro do sistema digestivo de organismos

Por Redação do IDG Now!*

04/10/2007 às 16h58

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Um grupo de cientistas nos Estados Unidos conseguiu registrar pela primeira vez imagens de nanotubos de carbono dentro de um organismo vivo.

A técnica usada para obtenção de imagens fluorescentes em comprimentos de onda próximos ao infravermelho foi desenvolvida na Universidade de Rice e está descrita na edição de setembro da Nano Letters, periódico oficial da Sociedade Química Norte-Americana.

Estudos anteriores haviam obtido imagens de nanotubos em tecidos de coelhos, camundongos e outros animais, mas os pesquisadores coordenados por Bruce Weisman, do departamento de Química da universidade, decidiram usar um organismo vivo muito menor: a mosca-das-frutas (Drosophila melanogaster).

“Nanotubos de carbono são muito menores do que células vivas e eles emitem luz fluorescente, que poderá ser utilizada para ajudar a detectar doenças com antecedência muito maior do que é possível atualmente”, disse Weisman.

“Para que isso seja possível, precisaremos aprender a detectar e monitorar nanotubos dentro de organismos vivos e determinar se eles oferecem qualquer tipo de risco”, explicou o cientista.

Para a obtenção das imagens inéditas, larvas de moscas-das-frutas foram cultivadas em uma pasta de levedura que continha os nanotubos de carbono.

As moscas se alimentaram com a pasta nos seus primeiros cinco dias, período em que ingerem grande quantidade de comida de modo a ganhar peso continuamente até se tornaram pupa – estágio intermediário entre a larva e o imago (fase adulta) durante o qual não se alimentam. As moscas sobreviveram até a fase adulta da mesma forma que as do grupo controle, que não ingeriram os nanotubos.

Em seguida, com um microscópio construído especialmente para o estudo, Weisman e equipe direcionaram um feixe de laser nas moscas. A luz excitou uma emissão fluorescente nos nanotubos de carbono que permitiu a captura das imagens.

Um vídeo feito a partir das fotos mostra claramente os movimentos peristálticos do sistema digestivo do inseto. Os pesquisadores removeram e examinaram tecidos das moscas e verificaram que o microscópio havia indicado os exatos pontos em que estavam as maiores concentrações de nanotubos. Eles estimaram que, em média, apenas 1 de cada 100 milhões de nanotubos presentes no intestino passou para outros órgãos da drosófila.

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