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Sistema que monitora raios pela web ganha maior cobertura no Brasil

Mais um sensor do Projeto World Zeus foi instalado no país, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande

Por Redação do IDG Now!*

05/10/2007 às 12h36

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Mais um sensor do Projeto World Zeus, que tem o objetivo de fornecer gratuitamente pela internet dados sobre a incidência de descargas elétricas, foi instalado no país, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.

Outros dois estão na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP). Com os três equipamentos, que cobrem todo o território nacional, é possível detectar mais de 80% dos raios que caem no país em uma distância de até oito mil quilômetros de cada sensor.

“Ao todo, o World Zeus mantém 13 sensores instalados em países do continente africano, europeu, americano e um no Caribe, que geram informações sobre todos os continentes”, disse o coordenador do projeto no Brasil, Carlos Augusto Morales, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP.

O portal da iniciativa disponibiliza imagens e informações das regiões de maior incidência de raios, com atualização a cada dez minutos. As consultas podem ser feitas diariamente em tempo real e também é possível acompanhar a evolução de queda dos raios em dias e meses anteriores. Todo o conteúdo do site está em inglês.

Além da USP, Uece, UFMS e Inpe, estão envolvidas a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a Fundação Nacional de Ciência Americana (NSF), a Universidade de Connecticut e a Universidade de Las Vegas. “Esse projeto foi criado pela Nasa em 1995 e trazido em 2005 para o Brasil”, explica Morales.

Os três equipamentos instalados no Brasil foram obtidos por meio de um projeto de pesquisa e desenvolvimento financiado pela Companhia Energética do Ceará (Coelce) e pela NSF. Os sensores, que são formados, entre outras coisas, por uma antena e por um aparelho GPS (Sistema de Posicionamento Global), detectam a energia estática liberada pelos raios na atmosfera.

“Normalmente os sensores não geram dados de sua própria região, em uma distância de até 400 quilômetros. Por isso, estamos solicitando financiamento para adquirir pelo menos mais dois sensores, o suficiente para que o Brasil fique coberto com uma taxa de precisão maior”, conta Morales.

O aparelho é fabricado pela empresa norte-americana RDI (Resolution Display Incorporeted, na sigla em inglês), da Virgínia (EUA), e custa cerca de 65 mil reais. Mas o pesquisador também está trabalhando no desenvolvimento de protótipos de um sensor semelhante com tecnologia nacional.

“Além da possibilidade de ficarmos independentes dos aparelhos estrangeiros, o objetivo é também contemplar atividades de ensino e pesquisa para que os alunos tenham mais familiaridade com esse tipo de sensor e, assim, absorvam melhor os conceitos da meteorologia, uma ciência muito abstrata. O primeiro modelo, que deverá ter um custo de aproximadamente 3 mil reais, tem previsão de lançamento em julho de 2008”, afirma o professor.

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