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Telefônica pode oferecer serviço de vigilância para usuário final

Operadora negocia câmeras de segurança com a Axis Communications e a parceria pode se estender também para empresas

Por Nando Rodrigues, de Copenhagen*

10/10/2007 às 11h51

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axis_telefonica_207Usuários da Telefônica podem contar com um novo serviço em breve. A informação é de Juan Luis Brizuela, gerente regional da Axis Communications para Europa Ibérica e América do Sul.

“Estamos negociando com a Telefônica no Brasil um modelo de câmera digital que deve ser parte de um serviço de vigilância que a operadora vai oferecer a seus assinantes”, afirmou Brizuela, em Copenhagen (Dinamarca), nesta quarta-feira (10/10), em evento que reúne jornalistas de 27 países para apresentar a estratégia mundial da empresa.

Embora não tenha apresentado detalhes da negociação, o executivo afirma que, dentre os produtos fabricados pela Axis, o modelo 207 (imagem) é aquele que tem o perfil mais adequado para o serviço de monitoramento por câmera (via protocolo IP) que a Telefônica pretende fazer.

O equipamento, que já é vendido no Brasil, custa 400 dólares (já incluídos impostos de importação). Mas deve chegar ao consumidor a um preço menor. “É provável que a Telefônica ofereça algum tipo de subsídio ou desconto”, avalia Brizuela.

Existe ainda uma segunda linha de negociação entre a Axis e a operadora, por meio da Telefônica Empresas. Como os equipamentos da fabricante necessitam de infra-estrutura IP para funcionar, o acordo com a Telefônica vai permitir que ela possa chegar mais facilmente aos mercados de maior interesse no País - varejo (como supermercados e grandes magazines), segurança pública e transportes.

Alessandra Faria, executiva de vendas responsável pelo escritório local da fabricante, diz que o mercado nacional de segurança – equipamentos, software e serviços – movimenta cerca de 50 milhões de dólares. “Temos menos de 2% desse mercado, mas estamos trabalhando para melhorar isso”.

Segundo ela, a receita da empresa, que atua no modelo de vendas indiretas em todo o mundo, cresceu no Brasil cerca de 60% em 2006, com previsão de dobrar este ano.

Para isso, estão previstos cinco road shows em parceria com a Anixter para analisar a atual capacidade dos 150 canais cadastrados na base (50 estão ativos). “Antes de pensar em ampliar nosso canal, temos de garantir que já temos os parceiros adequados”, diz Alessandra, afirmando que esta é um de seus principais objetivos até o final do ano. Além da Anixter, distribuem equipamentos da marca no Brasil, a CNT e a Afina.

*O jornalista viajou a convite da Axis Communications

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