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Escolha um equipamento com boa capacidade de expansão

Saiba quando atualizar um sistema e o que deve ser levado em conta na hora da compra

Por René Ribeiro, da PC WORLD

15/10/2007 às 9h52

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Foto:

pronto_upgrade_150A evolução da tecnologia costuma ser cruel com nossos investimentos em hardware. Um PC que hoje em dia é topo de linha estará muito abaixo das suas expectativas em poucos anos.

A única maneira de acompanhar esse ritmo é comprar um novo sistema ou fazer upgrade do atual. Mas como fazer um bom negócio? A dica para comprar um PC que tenha vida útil longa seria simples: comprar aquele que tenha a configuração mais avançada. Mas como na maioria das vezes o preço da máquina dos sonhos é muito alto, é interessante comprar uma máquina não tão cara, mas com boa capacidade de expansão.

Além do upgrade ser em muitos casos a opção mais em conta (com um novo pente de memória já é possível melhorar bem a performance), há outras razões para fazê-lo. Você pode ter interesse em trocar a motherboard ou adicionar novas tecnologias ao seu PC, como uma porta FireWire. Também pode querer fazer algo de novo com o seu PC, como por exemplo, editar vídeos.

Conheça sua placa-mãe
O importante a saber na hora da atualização é que há limites em sua máquina para se fazer um upgrade. Os primeiros itens a se pensar são o processador e a memória. É preciso saber, no entanto, se a sua motherboard suporta os mais novos processadores e que tipo de memória pode ser utilizado (barramento e tecnologia).

Não faz idéia da placa utilizada? Fique tranqüilo. Se você não tem essa informação no manual, na internet há vários softwares gratuitos que fazem um diagnóstico em seu PC e mostram qual o modelo da sua placa-mãe, além da memória, discos e periféricos. Um desses softwares pode ser o PC Wizard 2007.

Com a informação sobre a motherboard, você pode acessar o site do fabricante e, pelas características técnicas, saber quais processadores são compatíveis. O problema é que, na maioria dos casos, a placa não suportará o último processador mais potente lançado pela Intel ou AMD (principais fabricantes).

O motivo é que quando pensamos em um upgrade, o PC já tem, ao menos, um ano de vida e os fabricantes de placas-mãe não podem prever quais serão as arquiteturas de construção dos novos processadores.

Como proceder então? Para salvar seu dinheiro e obter o máximo de um PC, a estratégia está no momento da compra. Informe ao vendedor que você quer uma máquina para fazer um upgrade do processador e memória nos próximos seis meses. Dessa forma você terá uma máquina com bom desempenho e também terá tempo para se capitalizar, garantindo uma vida extra a seu PC.

É claro que esse tempo pode ter uma elasticidade um pouco maior, pois o processador de maior desempenho, assim como a memória para essa placa ainda estarão no mercado. Com a vantagem ainda de o preço estar mais baixo, pois já se passaram seis meses que você comprou o micro.

Disso tira-se a conclusão que a escolha da placa-mãe é fundamental (e um vendedor honesto também). Faça sua compra em lojas confiáveis, que estejam no mercado há um bom tempo. Esses estabelecimentos também poderão ajudar a realizar o upgrade quando chegar o momento.

Se a placa-mãe é a base de seu sistema, qual é o modelo ideal? É um mundo de possibilidades, pois depende do tipo de trabalho que você irá realizar. Quer máquina para escritório? Então procure uma placa simples, mas que tenha slots para expandir a memória e capacidade de troca do processador. O Windows Vista, sistema operacional que está vindo na maioria das máquinas, requer ao menos 1 GB de RAM para não derrapar em sua performance.

Também é interessante verificar se as interfaces para discos são padrão SATA. Esse padrão está se firmando cada vez mais no mercado e assim é garantido um upgrade de disco futuramente também. Lembre-se que temos a tendência de acumular cada vez mais dados no computador.

Para aplicações mais pesadas, além dos itens acima, será necessária uma motherboard com slots PCI-e ou AGP, para vídeo independente da motherboard. Isso garante que o processamento de gráficos seja feito pelo processador da placa de vídeo, livrando o processador do PC da maioria dos cálculos vetoriais. Essas placas também possuem memória própria, deixando o sistema com maior largura de banda para os dados, desafogando o tráfego e os processos entre processador e memória principal.

De olho no preço
E comprar uma máquina barata vale a pena? Depende. Você pode encontrar PCs com monitor de cristal líquido ao preço de 900 reais. Para serviços de escritório, são ótimas máquinas, mas se limitam a isso. Na hora do upgrade, surpresa: nem um disco rígido um pouco mais rápido a placa suportará, em muitos casos.

Se você pretende usar um PC para atividades como jogos, então não pense em economizar. Você vai precisar de uma máquina com, no mínimo, 2 GB de memória e um processador de dois núcleos, seja AMD ou Intel. A placa de vídeo terá que ser possante também, como uma HD 2600 xt, da AMD/ATI ou uma GeForce 8600, da NVidia. Essas placas utilizam slots PCI-e 16x e suportam placas de vídeo topo de linha desses fabricantes, o que garante seu futuro upgrade.

Até agora demos as dicas técnicas, mas quanto custaria um upgrade? No caso dessas placas de vídeo que acabamos de citar, a diferença de preço entre a intermediária e a topo de linha pode chegar a 1,5 mil reais. Por isso, é interessante comprar (ou montar) um PC que ofereça a possibilidade de atualização para essas placas, enquanto você se capitaliza.

Mais um detalhe importante: as placas de vídeo mais parrudas exigem maior potência da fonte. Portanto, prepare-se para adquirir uma unidade de alimentação quando comprar essas placas. No mínimo, devem ter 500 watts de potência. Uma fonte de boa qualidade sai por volta de 450 reais.

Um gravador de DVD (confira o comparativo na reportagem de capa desta edição) é uma opção que não sai cara. Modelos rápidos e com tecnologia LightScribe custam menos de 200 reais.

Um disco rígido com interface Sata, de 160 GB, requer em torno de 210 reais. Há também a versão II da tecnologia Sata, que garante maior taxa de transferência. Mas a placa-mãe deve suportar esse padrão – e o preço do disco também se eleva por volta de 100 reais.

A velocidade de rotação também é importante. Há discos com 5.400 e 7.200 rpm. Quanto maior a velocidade, mais rápido os dados serão lidos e gravados. Há modelos com 10.000 rpm, porém são bem mais caros. Um processador de dois núcleos de última geração custa em torno de 700 reais. Já um chip intermediário (com apenas um núcleo) requer por volta de 300 reais. E o pente de memória de 1 GB padrão DDR2 custa em torno de 210 reais.

Somando os itens, o upgrade vale a pena como forma de aproveitar a vida útil da sua máquina até o máximo. Para trocar o processador e aumentar a memória, o gasto será em média de 500 reais para quem tem um chip mais antigo e você terá em média um aumento de 20 a 30% na performance (dependendo do tipo de CPU).

Mas se sua placa já tem o máximo de processador suportado e não comporta mais memória, não há outro jeito a não ser substituir a placa-mãe ou já partir para um outro computador.

Caso a primeira opção seja aceitável para o tipo da sua aplicação, você precisa verificar se a nova placa com o novo processador requer uma nova fonte de alimentação também. Vejamos: uma boa fonte de 300 reais mais o processador novo de 400 reais e mais memória de 1 GB de 200 reais – supondo que você está aproveitando o pente anterior – você já tem aí 900 reais no total.

Com 150 reais a mais você consegue encontrar lojas vendendo uma máquina com um Pentium dual core ou um Athlon 64 com 1 GB de RAM DDR2 e ainda com teclado, mouse, caixas de som e disco de 80 GB SATA; sem falar na garantia. Basta fazer as contas e ver que o upgrade, nesse caso, não é nada vantajoso. Claro que essa configuração não é a máquina dos sonhos, mas você terá uma atualização sem gastar os tubos.

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