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Cisco reitera que negócios permanecem em andamento via parceiros

Companhia comunica que 'pequeno número de funcionários foi detido', mas que nenhuma acusação formal foi feita contra eles

Por Redação do IDG

17/10/2007 às 15h13

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A Cisco divulgou comunicado na noite de terça-feira (16/10) para comentar o envolvimento da companhia na investigação da Polícia Federal, dentro da operação Persona, que apura fraudes na importação de equipamentos. Segundo a nota, os negócios seguem normalmente através dos parceiros.

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De acordo com a empresa americana, várias apreensões foram realizadas no Brasil, ligadas a um suporto esquema de sonegação de impostos. De acordo com relatórios oficiais, a questão envolve um grupo de empresas brasileiras e "pelo menos uma delas é um revendedor da Cisco no Brasil", diz a nota.

"Como parte deste esforço, as autoridades brasileiras visitaram e fecharam temporariamente os escritórios da Cisco em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nós entendemos que um pequeno número de funcionários foi detido. Não foi feita nenhuma acusação formal contra esses funcionários", salienta a companhia.

O presidente da subsidiária, Pedro Ripper, assim como Marcos Sena, diretor de canais, e vice-presidente para América Latina e Caribe, Carlos Carnevali, que também já presidiu a companhia no País, estariam entre os detentos, assim como executivos da distribuidora Mude, de acordo com fontes da investigação.

De acordo com a nota, "os princípios fundamentais da Cisco incluem o cumprimento das leis e regulamentações de todos os países nos quais opera. No momento, nós estamos apurando os fatos para estabelecer o que realmente aconteceu no Brasil e determinar como esta investigação envolve a Cisco. Nós estamos cooperando totalmente com as autoridades brasileiras", reiterou.

A operação brasileira da Cisco faz parte da região América Latina, dentro da área de Mercados Emergentes. "As vendas totais desta área representam aproximadamente 10% dos negócios gerais da Cisco", segundo a empresa, o que equivale a 3,5 bilhões de dólares, já que a empesa faturou 35 bilhões de dólares em seu último ano fiscal.

"A Cisco não possui operações de vendas diretas no Brasil. Pelo contrário, nós vendemos nossos produtos através de parceiros diretos. Os negócios permanecem em andamento na região através destes parceiros", destacou a companhia no comunicado.

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