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Verifique se o aplicativo é compatível com a distribuição Linux

Posso instalar aplicativos de outra distribuição Linux para usar com o Ubuntu já instalado?

Por Monica Campi, especial para PC WORLD

19/10/2007 às 16h51

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

linux_migracao150A instalação de aplicativos que tenham sido empacotados (compilados) para uma distribuição (como são chamados os diversos ‘sabores’ do Linux) diferente da sua costuma ser um processo bem mais complexo, trabalhoso e até mesmo arriscado, do que simplesmente empregar os pacotes preparados especificamente para a distribuição que você escolheu.

O Linux é um software livre (open source) mas isso não quer dizer que ele seja gratuito e os aplicativos desenvolvidos para ele costumam ser compatíveis com qualquer distribuição. Apesar disso, quando alguém os “empacota”, formando uma nova distribuição – como o Ubuntu ou Debian – pode incluir configurações que geram dependências diferentes daquelas características básicas. Por esse motivo, os procedimentos para instalar softwares compilados de uma distribuição em outra podem falhar.

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Exemplo disso é quando um software é configurado para que uma determinada biblioteca (arquivos de suporte aos aplicativos que a sua distribuição usa) fique gravada em um diretório específico, ou que um determinado arquivo de configuração esteja disponível. Se você forçar instalar versões instáveis em um sistema estável, você pode deixar o sistema inteiro instável e funcionando mal.

As distribuições são como um pacote de software que inclui o Kernel (núcleo do sistema operacional, no caso o próprio Linux), mais um conjunto de aplicativos. Em geral, cada distribuição tem seu foco ou público-alvo. Existem aquelas voltadas para uso em servidores, desktop, aplicações escolares, científicas, para quem está migrando do Windows, etc.

Não existe uma distribuição principal ou mais importante. Mas algumas distribuições são mais utilizadas do que outras, dentre as quais destacamos o Debian, SuSE, Fedora, Kurumin, Ubuntu, Mandriva, Gentoo, Slackware e Red Hat.

Uso de outra distribuição no Ubuntu
É preciso entender que uma distribuição não é o Linux propriamente dito – o sistema operacional está no Kernel, ou seja, no núcleo do sistema - e a maior parte delas utiliza o mesmo Kernel. Assim, a distribuição Debian pode ser executada sob outros kernels que não aquele que a acompanha, como por exemplo, o GNU/Hurd.

Já o que diferencia uma distribuição de outra são justamente os aplicativos e as bibliotecas necessários para fazer o programa rodar e elas acompanham a distribuição por padrão. Isso quer dizer que uma biblioteca importante pode não vir como padrão no Debian, mas estar presente no Kurumin e assim por diante.

Outro problema seria o conflito com versões de bibliotecas. Dependendo da versão do programa que você está instalando, o aplicado pode utilizar uma biblioteca mais recente e ainda em testes, que no "mundo" Linux são chamadas de instáveis. Isso pode gerar conflito com outros aplicativos que utilizam a mesma biblioteca, mas em versão mais antiga.

Cada distribuição (as mais recentes e mais usadas pelo menos) já vem com um utilitário instalador automático padrão, também denominado gerenciador de pacote. Aquelas que derivam do Debian, como o Kurumin e o Ubuntu, usam o instalador APT-Get ou então o Synaptic. Já o SuSE trabalha com o Yast, e o Fedora com o YUM. Para quem está vindo do Windows, estas ferramentas são a forma mais adequada de instalar um programa no Linux.

A partir do gerenciador, que possui uma lista de todos os programas disponíveis, o usuário deve selecionar os que deseja instalar e aguardar que o download e a instalação sejam realizados, sem perigo de conflitos de versões. Além disso, esses programas ainda podem atualizar os aplicativos que já estão instalados no seu computador, sem a necessidade de conferir um a um.

Instaladores independentes da distribuição – como o Autopackage, o Klik ou o Zero Install também podem ser utilizados, mas eles não têm uma base de softwares tão vasta quanto os existentes nos instaladores que vêm com o Ubuntu ou Debian, por exemplo. Se o software que você está tentando instalar estiver em formato TGZ (do Slackware Linux) ou RPM (adotado por distribuições como Fedora, OpenSUSE e Mandriva), pode-se tentar convertê-lo para o formato DEB (que o Ubuntu, o Debian e o Kurumin adotam) usando o Alien. Para instalá-lo, basta usar o gerenciador de pacotes do próprio Ubuntu.

Antes de tentar instalar pacotes de softwares de outras distribuições no Ubuntu, o ideal seria procurar no repositório da distribuição (bem como nos repositórios adicionais) se tais pacotes já estão disponíveis para ela. Os repositórios são áreas onde ficam os programas compatíveis com tal distribuição. Quando um determinado aplicativo é acionado, o instalador faz uma busca na lista de repositórios e, depois de localizá-lo, faz o download, verifica se os arquivos estão corrompidos e só então realiza a instalação.

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