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IBGE abre imagens de satélite em alta resolução ao público na web

Imagens poderão ser usadas para fazer levantamento de recursos naturais

Por Redação do IDG Now!*

23/10/2007 às 12h22

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Órgãos do governo federal, instituições de pesquisa e usuários não comerciais passaram a ter acesso, partir desta semana a imagens de satélite em alta resolução para fins de monitoramento de desastres ambientais, levantamento de recursos naturais e elaboração de cartas e mapas.

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O recurso está disponível no portal  Alos (Advanced Land Observing Satellite) lançado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua página na internet. A iniciativa resulta de acordo de cooperação científica firmado em 25 de outubro de 2006 entre o IBGE e a Agência Espacial Japonesa (Jaxa), que criou o Alos e montou uma rede mundial de distribuição de dados com base em diversos países.

O diretor do Departamento de Geociências do IBGE, Luís Paulo Souto Fortes, disse que a entrada em operação do satélite no Brasil  "vai subsidiar o IBGE na melhora do conhecimento do território, através da produção de cartas e mapas atualizadas de todo o território nacional".

Fortes destacou a aplicação do recurso na área de meio ambiente, por meio da obtenção de imagens de alta resolução, com o uso de um  sensor multi-espectral, que vai contribuir especialmente para a região amazônica.

"O problema histórico que existe no mapeamento da Amazônia é uma permanente cobertura de nuvens, o que impossibilita a fotografia aérea do território e a captação por sensores orbitais, ou seja, a partir de satélites usando sensores óticos. Na medida em que a gente utiliza um sensor de radar, o sinal penetra nas nuvens e é possível obter uma imagem excelente do território", explicou.

Durante o lançamento do portal Alos, na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional de Cartografia, no Rio de Janeiro, o diretor do IBGE informou que o acesso ao site é gratuito, mas a aquisição das imagens tem um custo associado equivalente a aproximadamente 125 dólares por imagem captada pelo satélite, independente do tipo e de cena adquirida.

"Esse custo, que está associado à distribuição da imagem, já prevê o uso científico e não comercial das cenas. O custo é extremamente reduzido", disse.

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