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Em 10 anos, supercomputadores terão o tamanho da palma da mão

Pesquisador dá grande passo para diminuir os computadores

Por Computerworld/EUA

29/10/2007 às 17h32

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Em 10 ou 15 anos os supercomputadores irão caber na palma da mão, afirmou o pesquisador de nanotecnologia e professor da University of Edinburgh, Michael Zaiser.

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“O cérebro humano é muito bom em trabalhar com problemas de microprocessadores”, justifica o pesquisador, citando que, se a evolução das últimas décadas prosseguir, em uma década os supercomputadores serão literalmente portáteis.

As pesquisas de Zaiser relacionadas a nanocabos devem ajudar a atender às expectativas.

Nos últimos cinco anos, o pesquisador estuda como os nanocabos - mil vezes mais finos que um cabelo humano - se comportam ao serem manipulados. Ele explicou que cada pequeno fio tende a se comportar de forma diferente quando colocado sob a mesma pressão.

Até então, tem sido impossível alinhá-los próximos uns aos outros em pequenos microprocessadores em uma atmosfera de produção.

Zaiser informou que conseguiu fazer com que os fios se comportem uniformemente. Ele separa o material interno do fio em grupos distintos para que os mesmos não possam reagir como um todo. “É como o controle de uma multidão. Se todos podem ir por um caminho, você tem uma grande bagunça”, explica.

Estes nanocabos ficarão dentro de microprocessadores que poderão, por sua vez, ser inclusos em PCs, laptops, celulares ou mesmo supercomputadores. E quanto menores os fios, menor o chip pode ser.

Diminuir os microprocessadores é um grande passo para diminuir os computadores.

O pesquisador apontou, contudo, que sua descoberta em nanocabos não levará imediatamente ao desenvolvimento de supercomputadores que cabem na palma de uma mão. Junto a microprocessadores menores, os engenheiros precisarão lidar com flutuações termais que entrem em erupção com este novo tamanho.

O analista da Pund-IT Inc., da Califórnia, Charles King, disse que se os avanços relacionados a nanotecnologia de fios continuarem a surgir, as previsões de Zaiser sobre pequenos supercomputadores podem não estar tão distantes. E claro, este será um grande passo para a indústria, considerando que há pouco tempo os supercomputadores ocupavam salas enormes ou até prédios inteiros.

Já o analista da In-Stat, do Arizona, Jim McGregor, acredita que supercomputadores do tamanho de uma palma da mão existirão em 10 ou 15 anos, mas pensa que serão baseados na tecnologia de silício utilizada hoje.

McGregor crê que a próxima geração de supercomputadores, feitos com nanotubos e nanocabos pode estar a 30 ou 40 anos de distância.

King lembrou que nos últimos 10 ou 20 anos os avanços da tecnologia levaram computadores menores e mais poderosos tanto a crianças como a pesquisadores. Isto o faz acreditar que a diminuição dos supercomputadores está bem a nossa frente.

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