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Storage acessível também para as pequenas empresas

Novas tecnologias e soluções simples aproximam o armazenamento das PME

Por Redação da PC WORLD

30/10/2007 às 9h53

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store_200Durante muito tempo consideradas adequadas apenas às organizações de grande porte – e de orçamentos robustos –, as soluções de armazenamento agora ganham características e adequações tecnológicas para atender também às necessidades das pequenas empresas.

Independentemente do porte do negócio, todas as companhias passam hoje pelo desafio de fazer mais com menos, pela pressão por produtividade e redução de riscos. E armazenar dados com segurança e de forma fácil de acessar nunca foi tão essencial para a boa saúde dos negócios. Mas qual o momento certo de investir em uma rede de armazenamento? Qual a melhor tecnologia a adotar? Que tipo de equipamentos adquirir?

Se a empresa está disposta a fazer investimentos na implementação de uma solução de storage, a dica dos especialistas é que ela estruture uma rede de armazenamento, mais conhecida como Storage Area Network (SAN). Como o nome sugere, trata-se de uma rede de dispositivos de storage, conectados entre si e a vários servidores. Nesse caso, os equipamentos podem compartilhar os dados armazenados.

A SAN oferece um acesso aos recursos similar ao compartilhamento dos arquivos dos PCs em uma LAN (Local Área Network). Porém, ela é desenvolvida especificamente para dividir dispositivos de armazenamento, como disk arrays ou bibliotecas de fitas.

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“Em uma SAN, os servidores acessam produtos que consolidam todas as informações”, explica Fábio Santos, gerente de storage da Sun Microsystems. Ele afirma que a SAN também pode gerar redução de custos com TI. Isso porque, ao invés de investir em uma solução de alta disponibilidade para cada servidor – de arquivos, internet, aplicações e e-mail, por exemplo – para reduzir o risco de perda de dados, em uma SAN é possível consolidar as máquinas e instalar essa solução apenas no servidor central.

Mas, como ter certeza de que sua empresa realmente já exige uma estrutura de armazenamento deste tipo? Se a demanda por recursos de armazenamento está crescendo rapidamente e, para supri-la, você vem acrescentando mais e mais servidores à rede, seguramente este é um bom momento para criar uma SAN. Se a companhia possui aplicações que rodam 24 x 7 e não podem parar, a necessidade de uma SAN é ainda mais urgente.

Embora muitos ainda acreditem que o conhecimento especializado em Tecnologia da Informação (TI) seja imprescindível para quem quer implantar um sistema de armazenamento, especialistas afirmam que elas são uma opção real até mesmo para as empresas sem grandes equipes de tecnologia. “O cliente consegue ele próprio fazer a implementação.

Os softwares trazem interface muito simples de usar”, assegura Ricardo Miyaki, gerente de produtos para storage da Dell Brasil. “O storage é hoje totalmente auto-configurável, com telas como a do Windows. É praticamente plug and play”, diz Beatriz Seccarelli, gerente de storage da EMC Brasil. Andrea Corrêa, gerente de marketing para storage da HP Brasil, engrossa o coro. “Hoje existem tecnologias desenvolvidas especificamente para as pequenas empresas”, afirma ela. ++++
store_200De olho no mercado de pequenos negócios, os fabricantes de soluções de armazenamento desenvolveram o padrão de SAN iSCSI, que é uma evolução do SCSI – matriz de armazenamento que pode se conectar a um ou dois servidores. Pelo novo protocolo, os comandos são transmitidos através de redes Ethernet usando o IP (protocolo de internet). Isso permite que um dispositivo de armazenamento iSCSI seja conectado a uma rede existente para criar uma SAN.

“O usuário não precisa de conhecimentos além daqueles que já detém, normalmente, relacionados a protocolo de internet”, afirma Andrea, da HP. “Além disso, esse padrão dispensa a aquisição de equipamentos fiber channel. O cliente pode estruturar sua rede com os equipamentos que já possui”, destaca Beatriz. “Ele usa a placa iSCSI, normalmente já embutida nos servidores, e o switch de rede já implantado”, detalha a executiva da EMC.

Tecnologias à parte, uma SAN é constituída de equipamento de storage, servidores (de e-mail, arquivos, aplicativos, etc), software de gerenciamento, mídia para armazenamento dos dados, que podem ser os discos ou bibliotecas de fi tas (veja no box ao lado os prós e contras de cada uma delas) e um sistema adequado de backup (hardware e software).

Hoje, a pequena empresa consegue fazer essa implantação desembolsando cerca de dez mil reais – descontado o preço dos servidores, que, teoricamente, já estão em uso na companhia. A HP, por exemplo, oferece o All in One, um pacote que permite
o compartilhamento dos dados entre os servidores – inclui servidor de aplicativos e software de backup –, por a partir de 11 mil reais.

Na EMC, o valor cobrado pela solução da linha AX é semelhante. De acordo com Beatriz, a solução de storage, incluindo o software de backup, começa em 10 mil reais. Por 8.290 reais, a Dell oferece a unidade de fita PowerVault 110T, com capacidade nativa de 400 GB, e um pacote com cinco fitas. Mas, apesar do custo hoje acessível às empresas de menor porte, a gerente adverte: “É fundamental que a empresa tenha consciência de que é preciso sempre fazer um projeto, e não ir crescendo sem controle.”

Sobre o espaço para armazenamento, os especialistas sugerem que a companhia inicie com um pacote de três a cinco mídias, de forma que elas possam alternar seu uso a cada dia da semana. Dessa forma, a organização mantém intocados os dados de pelo menos os últimos cinco dias – ou uma semana de dias úteis.

O DAS (Direct Attached Storage), dispositivo de armazenamento – um sistema de discos ou fitas – pode ser uma alternativa mais econômica para a pequena empresa interessada em iniciar uma infraestrutura de armazenamento. No entanto, como se trata simplesmente de um dispositivo ligado diretamente a um único servidor, os especialistas alertam: ele acaba por criar ilhas de armazenamento, dificultando o compartilhamento e acesso às informações.

E por falar em acesso a informações, é impossível falar de armazenamento sem falar de backup. Ter uma solução de backup independe de o usuário ter uma estrutura de armazenamento DAS ou SAN. A solução ideal, a forma e a freqüência como o backup
é feito variam muito conforme as demandas da empresa. Normalmente, ele é baseado no quão críticos os dados da companhia são para a manutenção de seus negócios.

Andrea, da HP, diz que o backup deve ser estruturado sobre dois pilares: o da disponibilidade e de desempenho necessários. “Fazer o backup em fita ou em disco, bem como estabelecer a sua freqüência, depende da velocidade com que a empresa precisa ter seus dados recuperados em caso de acidentes”, orienta a gerente.

Os investimentos em soluções de backup são expressivamente menores do que os feitos em equipamentos de storage. A Dell, por exemplo, vende o drive externo de disco PowerVault RD 1000, com uma unidade removível de 40 GB, por 1.499 reais.

store_compCDs e DVDs: vale a pena?
Em um primeiro momento, quando se pensa em backup, vem à mente os velhos – e nem tão bons, segundo os especialistas – CDs e DVDs. O CD, devido à sua pequena capacidade de armazenamento, normalmente de 700 MB a 800 MB, não pode ser considerado alternativa de backup. Já o DVD, pode sim ser outra opção para a cópia de dados.

No entanto, apesar de muitas empresas de pequeno porte ainda adotarem esse tipo de mídia para guardar suas informações, os especialistas de plantão alertam que ela não é reconhecida como a melhor opção de armazenamento de dados para o ambiente corporativo. Entre outras coisas, o acesso aos dados do DVD é muito mais lento.

“Ele tem capacidade, mas é extremamente lento para empresas que precisem de velocidade na recuperação de dados”, alerta Santos, da Sun, acrescentando que os dados que podem ser acessados em segundos em um disco tradicional de backup, ou mesmo nas fitas, podem levar minutos em um DVD.

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