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Grupos sugerem lista para usuários optarem por não serem rastreados

Proposta pede lista com servidores que rastreiam cliques

Por IDG News Service/EUA

01/11/2007 às 11h52

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Nove grupos de privacidade e consumidores propuseram à U.S. Federal Trade Commission (FTC), nesta quarta-feira (31/10), a criação de uma lista que permitiria aos usuários optarem por não serem rastreados por sites que analisam seu comportamento em prol da publicidade.

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Os consumidores poderiam, então, fazer o download da lista que contém os servidores que rastreiam seus movimentos e usar softwares de segurança para bloquear os sites que não desejam que o façam.

A idéia não é bloquear anúncios online, mas dar controle aos usuários sobre quem os rastreia. Parecida com a lista de “não ligue” de telemarketing, também da FTC, a iniciativa permitiria que os usuários controlassem suas informações pessoais online.

Atualmente, não há formas simples de se excluir de métodos múltiplos de rastreamento, segundo o diretor de pesquisa da Consumer Federation of America, Mark Cooper. “O consumidor precisa de uma oportunidade clara e amigável para não ser rastreado”, declarou. “Temos apenas iniciativas, atualmente, com interfaces não amigáveis”, diz.

Mesmo sendo necessário que o usuário faça o download e bloqueie manualmente o site por uma solução de segurança, a comissão espera que os desenvolvedores de browsers criem ferramentas para automatizar este processo.

Além da proposta da lista, a FTC também pediu que as empresas que coletam dados dos usuários revelem quais informações são rastreadas caso o consumidor solicite os dados.

Também foi proposta a criação de um comitê de consulta à proteção, que trabalharia junto à FTC em questões de privacidade online. Além disso, criaram uma nova definição de informações identificáveis pessoalmente, que inclui itens como nomes de tela e comportamento online, que podem ser usados para apontar um indivíduo.

O usuário também deve, segundo o documento, ser alertado quando tentarem rastreá-lo.

A Network Advertising Initiative (NAI) distribuiu, em 2001, um sistema baseado em cookies que permitia aos usuários optarem por não serem rastreados por anunciantes. O esforço não funcionou, em parte porque os usuários não confiam em cookies.

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