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Maioria dos consumidores desconhece práticas de rastreamento online

55% dos norte-americanos acreditam que políticas de privacidade impedem que seus dados sejam vendidos

Por Computerworld / EUA

05/11/2007 às 13h05

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Cada movimento do usuário na internet geralmente é rastreado por empresas de marketing e redes de propaganda online, que coletam estes dados para oferecer campanhas publicitárias mais direcionadas na internet.

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No entanto, a maioria dos consumidores dos Estados Unidos está bastante desinformada de que tal rastreamento ocorre, bem como de sua dimensão e de como suas informações têm sido utilizadas.

Para avaliar a questão foi realizada uma pesquisa com 1.200 adultos pela Universidade da Califórnia e pelo Centro Annenberg de Políticas Públicas da Universidade da Pensilvânia, sobre percepções dos consumidores a respeito de privacidade online e práticas de propaganda.

"Os consumidores ainda acreditam que as políticas de privacidade [online] garantem que o web site não venderá ou usará seus dados de formas específicas", disse Chris Hoofnagle, um dos autores do estudo apresentado à Federal Trade Communications (FTC). Mas "há uma disparidade entre as práticas de negócios e as expectativas dos consumidores."

Na avaliação de Hoofnagle, a maioria dos consumidores trata as notificações de políticas de privacidade como padrões de proteção. "Os consumidores não entendem que políticas de privacidade são apenas comunicados. Elas não garantem qualquer direito."

Um dos exemplos dessa visão é que mais da metade (55%) dos pesquisados acreditam que as políticas de privacidade das empresas proíbem as mesmas de compartilharem seus endereços e informações sobre compras com outras companhias parceiras. Da mesma forma, quase 10% dos consumidores online pensam que a mesma política de privacidade impede que a companhia use informações para analisar as atividades de um usuário online, o que, na realidade, é uma prática comum.

Quando os participantes do estudo receberam uma explicação clara sobre o modelo de publicidade online, quase 85% rejeitaram a idéia de que um site no qual eles confiam poderia oferecer propagandas baseadas em dados de suas visitam em outros sites.

"Do lado do consumidor, muitas centenas de companhias rastreiam tudo o que eles fazem online e offline, mantendo seus perfis e os vendendo a quem fizer a maior oferta", afirmou Steven Gal, Chief Executive Officer (CEO) da ProQuo, empresa da Califórnia que permite que os internautas escolham as malas-diretas que não desejam mais receber.

Na última semana, um grupo de nove organizações de defesa da privacidade pediram que a FTC considere a criação de uma lista anti-rastreamento para proteger internautas contra o uso de dados em sistemas de rastreamento online.

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