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Após atrasos, OLPC inicia produção em massa do XO para venda nos EUA

Fabricação em massa começa para atender demanda do programa de venda direta

Por Redação do IDG Now!

06/11/2007 às 15h43

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A organização One Laptop per Child confirmou o início da fabricação em massa do seu notebook educacional XO, conhecido popularmente como "laptop de 100 dólares", nesta terça-feira (06/11) depois de seguidos atrasos no prazo original estabelecido pelo grupo.

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A produção, feita na China pela fabricante Quanta, é mais um impulso ao programa "Get one, give one", em que a organização venderá durante um prazo limitado notebooks educacionais na América do Norte por 400 dólares - a cada XO comprado, o usuário custeia outro que será doado a nações em desenvolvimento.

De acordo com a OLPC, o atraso no cronograma, que previa os portáteis em fabricação a partir de setembro, tem relação com dois problemas envolvendo demanda: países que garantiam pedidos de notebooks de até 1 milhão de unidades atrasaram, o que diminuiu a escala confiada pelo grupo e aumentou o preço dos componentes do notebook, cujo preço mais recente é 188 dólares.

O Brasil faz parte dos países que originalmente comprariam determinada quantia de máquinas, mas mudaram suas posturas no decorrer do ano.

Parte integrante dos cinco países que originalmente comprariam 1 milhão de máquinas, o Brasil planejava realizar a licitação para escolher qual plataforma usará nos colégios a partir de 2008.

Caso o XO bata o concorrente ClassMate PC, da Intel, na preferência do governo brasileiro, a OLPC fornecerá 150 mil laptops.

O programa "Get one, give one" começará a aceitar encomendas, que serão entregues nas casas dos clientes até o Natal, a partir da próxima segunda-feira (12/11). As vendas diretas, segundo a OLPC, não passam de um teste e não deverão estar disponíveis para outros mercados em médio prazo.

Em julho, a Quanta já havia fabricado pequenas quantidades do XO que foram encaminhadas para testes de viabilidades em colégios selecionados dos países em desenvolvimento interessados.

O Brasil recebeu cerca de 100 portáteis para testes em dois colégios - um em São Paulo e outro em Porto Alegre.

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