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Estréia de quarta operadora de celular em São Paulo pode atrasar

Rede da Unicel ainda não recebeu equipamentos e empresa admite estar 'repensando' alguns detalhes dos contratos

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

07/11/2007 às 17h48

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A estréia da Unicel no mercado paulista de telefonia celular pode demorar mais que o previsto. A companhia, que previa o início das operações em tempo quase recorde, com o lançamento dos serviços em quatro meses, já admite que o prazo pode ser maior.

No mercado, circulam rumores de que a companhia estaria sem caixa para iniciar a implantação da rede. Fontes ligadas aos fornecedores afirmam que nenhuma estação radiobase foi instalada até agora e não será até que a companhia demonstre capacidade de pagamento.

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Procurada, a Ericsson, contratada para implantar a rede da Unicel, preferiu não se manifestar. Pessoas ligadas à própria Unicel, no entanto, reconhecem que a operadora "está repensando algumas estratégias de implantação" e que, por isso, o início dos serviços pode atrasar.

As fontes, no entanto, que preferem se manter no anonimato, reiteram que a Unicel não discute mudanças nos fornecedores e negam que a companhia esteja com problemas de caixa.

Quando adquiriu a licença para operar em São Paulo, a companhia informou que seria financiada pelo americano Edward Jordan, que teria atraído um grupo de investidores, dispostos a injetar 150 milhões de dólares na operação paulista, além de planos para novas licenças, como as de terceira geração.

Segundo as fontes ligadas à companhia, Jordan permanece sócio da Unicel, mas a operadora negocia a entrada de novos investidores. Se a empresa tinha a esperança de atrair compradores como a Oi, que não atuava em São Paulo, os últimos leilões da Anatel derrubaram essa possibilidade, já que a Oi optou por comprar licenças e começar uma rede do zero no estado.

No final de junho, circularam rumores de que a empresa aérea Gol poderia adquirir parte do capital da companhia, mas nada de concreto foi assinado até agora. Na época, a Unicel disse que negociava a venda de parte de seu capital com mais de um investidor.

Quando adquiriu a licença, a Unicel disse que seu lema seria ser uma espécie de "Gol das telecomunicações", com baixo custo e, conseqüentemente, baixos preços.

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