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Acabe com o pesadelo de fazer uma apresentação

Quando criar um simples arquivo de PowerPoint pode se tornar um show de horror

Em Off*

08/11/2007 às 11h29

Foto:

power_point_300Trabalhei em um projeto e foi necessário fazer uma apresentação para a exposição de um trabalho. Basicamente, este trabalho se limitava a propor melhorias internas na empresa. Fiz um conjunto de 15 slides, já que o tempo de apresentação era de 15 minutos. Porém, os membros da equipe não ficaram muito satisfeitos com o conteúdo. Queriam algo mais elaborado. Os slides foram praticamente duplicados. Desta vez pensei: “agora eles vão ficar satisfeitos!”. Novamente, estava enganado...

Apenas para o primeiro slide é que apliquei os efeitos visuais de exibição, tanto nas fontes quanto no logotipo da equipe, além dos habituais efeitos de transição para os demais slides. Mas ao apresentar o resultado final para a equipe, eles ficaram bastante empolgados com os efeitos visuais ao ponto de solicitar a sua aplicação em todos os slides. Tentei convencê-los a não proceder com as alterações, já que certas animações consomem alguns bons segundos, que poderiam comprometer o tempo final de exibição dos slides. Infelizmente, o argumento não foi aceito...

Pensei que não seriam feitas mais alterações. Mais uma vez, eu estava enganado, pois durante a minha ausência, foram acrescentados todos os efeitos possíveis, além de algumas imagens digitalizadas. E sem tratamento! E chegou o dia da apresentação. Por precaução, uma hora antes fui fazer a revisão dos slides. Quase caí da cadeira. O arquivo final estava com quase 7 MB, tornando bastante lenta a transição dos slides, sem contar ainda que a máquina disponível na época era um mero Pentium MMX 233 com 64 MB de RAM. Em um simples simulado, o sistema travou duas vezes, acusando “Erro de Proteção Geral”. Eu tinha menos de uma hora para tomar as providências necessárias para que a apresentação não fosse um verdadeiro fracasso.

Busquei aquelas figuras digitalizadas que foram inseridas, redimensionei-as para um tamanho menor, retirei boa parte dos efeitos e as animações que tornavam a apresentação lenta, mantendo ainda algumas transições de slides. Em toda a minha vida, nunca trabalhei tão rápido e fiz tantas coisas em tão pouco tempo! Chegou o momento da apresentação. Mas alguns minutos antes, a equipe havia chegado (do ensaio) para acertar os detalhes finais e acabou me “flagrando” fazendo alterações sem o seu consentimento. Levei uma bronca, mesmo depois de me explicar.

A apresentação ocorreu tranqüilamente, embora toda a equipe estivesse tensa e preocupada com as “possíveis besteiras” que eu tivesse feito nos slides. Fora a percepção deles de que alguns efeitos foram retirados (deixando-os com uma expressão nada amigável), não havia nada de “diferente” e “comprometedor” nos slides. Infelizmente, o tempo da apresentação extrapolou em alguns segundos, o que culminou com a perda de pontos para a nossa equipe. Só nesse momento é que eles me olharam com uma expressão de reconhecimento pelos esforços nas intervenções.

Enfim, não ganhamos a disputa, embora o nosso projeto tenha sido reconhecido pela sua qualidade. A reunião para o dia seguinte estava para vir e as falhas deveriam ser debatidas para que não acontecessem novamente. Eu sabia que iria ser criticado. Só não esperava a declaração final...

“Teríamos sido perfeitos se todos os membros do grupo se comprometessem com o trabalho, mas infelizmente isso não aconteceu. Sempre existe alguém do contra que, além de não fazer o que é solicitado, ainda atrapalha o trabalho dos demais. Se este membro da equipe fosse mais ativo e interessado, certamente teria feito a diferença.”

* Se você teve alguma experiência interessante, curiosa ou engraçada relacionada à tecnologia no trabalho, escreva para nós. Os casos selecionados serão publicados e o autor (que terá seu nome mantido em sigilo), ganhará um memory key.

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