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Balanço do IE7 provoca resposta em massa da comunidade Mozilla

Representantes da Mozilla questionam autoria de pesquisa de segurança

Por Redação do IDG Now!

05/12/2007 às 11h37

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Um post publicado pela equipe na Microsoft responsável pelo Internet Explorer 7 provocou uma série de respostas, muitas vezes bastante entusiasmadas, de executivos e usuários da Mozilla contra informações que supostamente não condizem com o real mercado de browsers.

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No post, o diretor do programa do IE7, Tony Chor, comemorou o primeiro ano do navegador alegando que a base de usuários do software atingiu recentemente 300 milhões de usuários. "Isto faz do IE7 o segundo browser mais popular do mundo atrás apenas do IE6. O IE7 já é o primeiro nos Estados Unidos e no Reino Unidos e esperamos que ele passe (o IE6) globalmente em pouco tempo".

Chor também afirmou que o filtro antiphishing do navegador impede cerca de 900 mil tentativas de phishing a cada semana e que o volume de ligações para o suporte do navegador na Microsoft caiu 20% em comparação ao ano passado. "Este é um sinal típico que o produto está mais estável e tem menores problemas que as versões anteriores", diz Chor.

O término do post, em que Chor afirma que a Microsoft continua a ouvir seus clientes para melhorar o navegador, fez com que usuários questionassem o compromisso assumido por Gill Bates no ano passado de que o IE seria atualizado com maior freqüência.

"Parabéns. No mesmo período (desde o lançamento do IE7), o Firefox ganhou suas versões 2.0 e 3.0 Beta e o Safari chegou ao 3.0, incluindo uma versão para Windows", comentou um usuário identificado como Paul. "Vamos ver. Se foram seis anos para o IE7, o IE8 deverá sair em 2012? O problema é que vocês pensam em termos de anos".

Mais que isto, a frase em que Chor afirma que o IE7 é o navegador da Microsoft com menos falhas apontando uma pesquisa sem citar seu autor foi alvo de críticas pesadas por engenheiros e evangelistas da Microsoft.

A primeira resposta veio de Paul Kim, vice-presidente de marketing da Mozilla, que acusou a Microsoft de ignorar que o responsável pelo estudo foi Jeff Jones, diretor de estratégia para segurança da própria companhia, sem esclarecer isto aos leitores do blog.

Pessoal: vocês estão envergonhando o marketing e enganando seus leitores", acusa texto de Kim, em negrito, que também traz link para a análise em que Window Snyder, líder de estratégia de segurança da Mozilla e ex-funcionário da Microsoft, acusa a empresa erra duas vezes ao se concentrar no número de dias que separam a descoberta da correção de uma falha.

Primeiro, por quê a Microsoft não divulga publicamente todas as falhas corrigidas, ao contrário da Mozilla, que, em razão da sua dependência e comprometimento com a comunidade, mantém um banco de dados aberto ao usuário. Segundo, diz ele citando dados do jornal Washington Post, por quê a quantidade de dias que o IE ficou desprotegido em 2006 foi quase 30 vezes maior que o Firefox.

"Quis verificar os dados sobre o banco de dados público que a Microsoft lançou com grande fanfarra e encontrei isto", afirma Mike Schroepfer, vice-presidente de engenharia da Mozilla, apontando para uma página no site da Microsoft com interação limitada para o usuário. "Um lembrete vívivo de que não existe maneira da Microsoft confirmar quantas vulnerabilidades já existiram no IE".

Desde as acusações e respostas do usuário, o IEBlog ainda não foi atualizado.

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