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Compactação economiza espaço e facilita transferência de arquivos

Entenda como os encoders funcionam e baixe programas para converter seus arquivos de áudio e vídeo

Por Monica Campi, especial para PC WORLD

07/12/2007 às 17h40

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

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Mesmo com a popularização de drives removíveis e de HDs com capacidades de armazenamento cada vez maiores, o espaço para guardar eletronicamente seus dados – principalmente conteúdo multimídia, como músicas, imagens e vídeos – parece nunca ser suficiente. É por essa razão que os compactadores – encoders - de arquivos ganharam tanta importância no dia-a-dia dos usuários de computadores.

A função básica de um compressor de arquivos é diminuir seu tamanho em bytes. Como conseqüência de seu uso, há liberação de espaço no disco e otimização do desempenho do sistema como um todo. Os encoders utilizam algoritmos (fórmulas matemáticas) que codificam e compactam um arquivo, definindo um novo formato com especificações diferentes das atuais e que resulte em um arquivo menor, com o mínimo de perda de qualidade.

Basicamente, o que diferencia um encoder de outro é sua capacidade de compactação versus a qualidade final. A técnica de compactação que será utilizada vai depender do tipo de dado que se quer comprimir. A compressão lossy utiliza um algoritmo no qual o processo de compactação e de descompactação pode resultar em arquivos diferentes do original, porém suficientemente ‘semelhantes’ para que ainda possam ser utilizados.

Um usuário comum talvez não note qualquer diferença nos arquivos multimídia, mas pode ser necessário ter que baixar encoders diferentes para reproduzir um vídeo ou escutar um arquivo de som que tenha recebido. A compressão lossy é comumente utilizada em conteúdos multimídia.

Caso a informação não possa sofrer qualquer tipo de alteração nos processos de compactação ou descompactação – como é o caso de arquivos de dados, textos, etc –, deve-se optar pela compressão lossless. A compactação de arquivos de dados é a mais comum, tamanha a quantidade de formatos e softwares disponíveis. As extensões compactadas mais conhecidas para esses arquivos atualmente são a ‘.zip’, ‘.rar’ e ‘.7z’ (para Windows), mas outras como ‘.arj’ e ‘.tar.gz’ (para Linux) podem ser encontradas em alguns meios específicos, sem falar nas menos famosas como a ‘.sit’ (para Macintosh) e ‘.ace’.++++
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Existem muitos programas que fazem compactação de arquivos de dados, porém é importante escolher um que possa permitir a qualquer outra pessoa abri-lo sem que tenha de baixar o software. Para isso use os compactadores mais conhecidos, como Winrar, Winzip e o 7-ZIP. Este último é gratuito e os demais são pagos, mas possuem versão trial. Outros programas que também estão ganhando espaço são o Brazip e o Power Archiver, ambos são shareware, mas com versão trial.

Compactação de áudio

Se a compactação lossless utilizada em arquivos de dados não gera perdas, em arquivos de áudio e vídeo a coisa é diferente. Por limitações físicas, o ouvido humano só é capaz de detectar sons em uma determinada faixa de frequência (geralmente de 20 Hz a 20 kHz, mas pode variar de indivíduo para indivíduo). Desta forma, não faz sentido armazenar informações de som que estejam fora desta faixa, pois ao serem reproduzidos, os mesmos não serão percebidos por um ser humano. E os mecanismos de compactação lossy tiram proveito disso.

Os programas de compactação de áudio utilizam uma espécie de filtro que remove todos os componentes de áudio que estejam fora de área audível. Este ‘filtro’ é aplicado a intervalos de tempo definidos e recebe o nome de taxa de amostragem. Taxas de amostragem maiores implicam arquivos com qualidade superior e, logo, arquivos de maior tamanho.

Leia também:

Confira e baixe os compactadores de áudio mais usados, todos gratuitos:

LameXP, Media Coder, Free WMA to MP3 Encoder, XP Codec Pack.++++

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Com vídeos é diferente

No caso de vídeos, é usada uma técnica de compressão de imagem, que funciona removendo informações que já foram projetadas. Por exemplo, imagine um vídeo onde uma pessoa esteja falando sem se movimentar. No primeiro quadro a imagem é projetada por completo, mas no segundo os pedaços da imagem, que são idênticos ao quadro anterior, são removidos. Se apenas a boca da pessoa é que está se movendo, então somente a área da boca será desenhada no segundo quadro. Esta técnica economiza uma quantidade enorme de espaço.

Os principais formatos de vídeo utilizados hoje em dia são o ‘.rmvb’, o ‘.avi’, ‘.wmv’. O RMVB formata com uma qualidade de imagem um pouco pior que o AVI, porém ocupa metade do espaço. O AVI, por sua vez, tem qualidade de som e imagem superior e muitos aparelhos de DVD já aceitam esse formato. O WMV é o formato padrão da Microsoft e o mais comum, pode ser executado na maioria dos players de vídeo, porém possui arquivos muito extensos.

Comparado os lossy codecs utilizados para compressão de áudio, os que trabalham com vídeos têm qualidade muito superior. Um arquivo de áudio compactado sem perdas perceptíveis utiliza uma taxa de compressão de 10:1 (ou seja, o tamanho do arquivo compactado é dez vezes menor do que o arquivo original – semelhante ao que se utiliza para imagens estáticas), enquanto um vídeo poder ser comprimido a taxas bem maiores (cerca de 300:1) sem que as perdas sejam suficientemente notadas.

Atualmente um dos programas mais usados para compactar vídeos é o DivX, que usa o formato MPEG-4 e se destacou por possuir um bom nível de compactação e por manter razoável a qualidade dos vídeos, o que possibilita a gravação de vídeos em CDs, discos Zip e uploads para uma rede de compartilhamento de arquivo, ou mesmo reproduzi-los na web. Como a capacidade de compressão de vídeo MPEG-4 é muito poderosa, alguns a chamam de MP3 do vídeo.

Outros programas bastante usados para codificar e compactar esses arquivos de vídeo são o DVDx, XviD, Easy RealMedia Producer e o MPlayer, ideal para quem usa a plataforma Linux. E vale lembrar que todos esses softwares, inclusive o DivX são gratuitos.

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