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Cinco coisas que não fazem a menor falta da ‘velha’ escola de computação

Quem tem saudades das impressoras matriciais ou dos PCs que só podiam realizar uma tarefa por vez?

Por Emru Townsend, da PC WORLD (EUA)

10/12/2007 às 15h19

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Para evitar que pairem dúvidas sobre aqueles que pensam que somos apenas nostálgicos – leia Cinco coisas de TI que deixaram saudades – resolvemos encarar os fatos e listar o mesmo número de ‘coisas’ que desejamos que fiquem no passado.

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Pode até parecer coisa de gente velha, mas vamos dizer assim mesmo: “Estas crianças de hoje em dia levam uma vida muito fácil”. Se você nasceu depois do lançamento do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas, de 1977, não faz idéia de como sua ‘vida’ tecnológica é boa. Para provar isso, veja cinco exemplos.

1. Torre de Babel
Você pode dizer o que quiser sobre o crescimento do Linux e do Macintosh, mas o Windows e a arquitetura PC ainda mantêm sua liderança no mundo atual. Os dois sistemas operacionais alternativos lêem discos com sistemas de arquivo FAT32 para poder manter alguma compatibilidade com o Windows, e os Macs têm se parecido cada vez mais como os PCs.

Se voltarmos ao tempo em que Bill Gates ainda batalhava por seu primeiro bilhão de dólares, a informática era algo como o Oeste Selvagem. Pode-se dizer que era afortunado quem tinha em casa um computador (Commodore, Apple, Texas Instruments ou Radio Shack, só para ficar em alguns) e conseguia compartilhar algum tipo de hardware ou mesmo ler disquetes (floppy disks) gerados por outro computador – apenas com algum tipo de adaptador. E mesmo quem lidava com dois computadores de um mesmo fabricante não tinha garantia alguma de que eles fossem compatíveis.

2 – Monotarefa
O ano: 1982. Você acabou seu relatório, elaborou os gráficos e agora vai pedir para imprimir. Bom para você. Aproveite então seu tempo livre. Não porque fez por merecê-lo, mas porque não há alternativa. Qualquer tarefa realizada no computador consome toda sua capacidade. Enquanto as páginas são geradas, não é possível fazer mais nada.

E conseguir que tudo seja impresso a partir de sua impressora matricial e suas taxas de impressão medidas na base de caracteres por segundo (Páginas por minuto? Que papo mais insano!) leva tempo. Sem contar o barulho que a impressora faz enquanto imprime – suficiente para ser ouvido na sala ao lado. A única coisa a lamentar sobre os sistemas multitarefas que vieram depois é que eles eliminaram qualquer desculpa para ficarmos à toa por aí.++++
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3 – O dilema dos downloads
Baixar qualquer coisa na web hoje é relativamente fácil. Basta clicar em um link e, bem, de fato é só isso. Mas no período que precedeu ao Mosaic, um dos primeiros browsers a ganhar popularidade, você tinha de escolher que protocolo de download utilizar e ligar com nomes como Kermit, Sealink, Punter, XMODEM, YMODEM e ZMODEM, sem contar variantes como XMODEM-1k e ZMODEM-90.

Era necessário identificar e utilizar um protocolo compatível com o sistema no qual você estava conectado e ter certeza de que seu software utilizava o mesmo protocolo. Em muitos casos, mesmo após o computador-alvo ter sido acessado, era necessário ativar o processo de download manualmente. Troca de arquivos, como músicas, por exemplo, só iria acontecer muito mais tarde.

4 – Levantamento de peso
Há 20 anos era necessário três pessoas para carregar uma impressora a laser da NEC. Hoje, a maioria das impressoras a laser é não só mais potente do que aquele modelo, como muitas delas podem ser carregadas embaixo do braço. Os eletrônicos em geral ficarem menores e bem mais leves, e isso refletiu positivamente nos computadores e seus acessórios. Há exceções, claro, como o Macintosh original (em inglês), que trazia todos (com exceção do teclado) componentes integrados, facilitando seu transporte; e o Sinclair ZX80 (em inglês), que pesava menos de meio quilograma.

Fora isso, era preciso estar bem alimentado se você precisasse rearranjar seu escritório. Se ainda não estiver convencido, dê uma olhada no Osborne-1, o primeiro computador portátil, que pesava cerca de 11 kg e é considerado por muitos como uma marco na mobilidade.

5 – Disputas
Que sistema possui os melhores jogos, o Apple II ou o Commodore 64? Qual o sistema mais barato para desktop publishing, o Amiga ou o Atari ST? Não importa o motivo, as disputas sobre as preferências dos usuários pareciam inevitáveis. Memória, armazenamento, capacidade gráfica, opções de expansão – tudo era utilizado pelos usuários como justificativa para o dinheiro gasto em uma escolha qualquer. Felizmente, mesmo os mais experimentados usuários de computadores de hoje não perdem seu tempo nesse tipo de discussão tola. Será mesmo?

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