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Este foi o ano do computador portátil

Vendas devem crescer 219% só no quarto trimestre de 2007, para cerca de 450 mil unidades

Por Daniela González, da PC WORLD

11/12/2007 às 18h04

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Comprar um computador portátil já é um sonho possível para grande parte dos consumidores. A diferença de preço entre um desktop e um notebook chegou a ser o triplo de um para outro. Hoje, ela está em torno de 50% no Brasil e, em países mais maduros como os Estados Unidos, de 20%, segundo o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues.

O resultado dessa queda? “O mercado de notebooks cresceu demais, os fabricantes superaram as metas”, avalia o analista sênior de PCs da IDC, Reinaldo Sakis. O IT Data fez uma pesquisa em agosto deste ano, para saber qual o objeto de desejo das classes A, B e C. O notebook foi o campeão das classes B e C e ficou em segundo para a classe A, que prefere a TV LCD.

 :: A edição de dezembro da Revista PC WORLD, que já está nas
bancas, traz um superteste comparativo com 34 modelos de notebooks.

Para o gerente de marketing de produtos da Dell, Sidnei Shibata, os incentivos fiscais e a queda do dólar foram fundamentais para tornar os preços mais acessíveis. O vice-presidente para o grupo de computação pessoal da HP, Juan Pablo Jimenez, concorda: “o novo patamar da MP do Bem, de 3.000 reais para 4.000 reais, e a queda dos preços de comodities também ajudaram”. Diretor de marketing da Positivo, César Aymoré, reitera e acrescenta a maior oferta de créditos, com juros menores e extensão do número de parcelas, entre as causas da mudança nos preços.

A previsão inicial da IDC de 396 mil notebooks para o terceiro trimestre foi revista e deve ser superada em aproximadamente 50 mil unidades. “No ano passado, nessa mesma época, foram vendidas 170 mil máquinas”, relembra Sakis. Para o IT Data, o número total de notebooks vendidos no terceiro trimestre de 2007, incluindo o mercado ilegal, é de 540 mil. Só a Positivo vendeu 52.662 mil unidades, o que representa um aumento de 324,9% em relação ao mesmo período em 2006.

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O diretor de pesquisas do IT Data alerta para o fato de o mercado ilegal – o chamado mercado cinza – ter dobrado do segundo para o terceiro trimestre. “Muita gente que estava vendendo componentes de desktop, como HD e memória, está partindo para a venda de notebooks. Os preços são muito agressivos”, ele analisa. Para o IT Data, o mercado cinza correspondeu a 36% do total das vendas no terceiro trimestre.

Até o final de 2007, as vendas devem atingir os dois milhões de unidades, com crescimento de 219% no quarto trimestre, em relação a 2006, segundo Rodrigues, do IT Data. Ambos os representantes da Positivo e da Dell afirmam que, atualmente, os notebooks ocupam 15% do mercado de PCs no Brasil.

Devido ao consumidor doméstico ser o principal comprador dessas máquinas, as expectativas para o Natal são otimistas. “O notebook será o grande produto no varejo”, aposta Aymoré, da Positivo. Em 2008, a tendência continua favorável, segundo as previsões. O IT Data espera crescimento de 91% e a IDC tem projeção de vendas de três milhões de unidades. Os balanços e resultados de 2007 mostram que o computador portátil fez a cabeça do consumidor brasileiro. “Desde janeiro, prevíamos que esse seria o ano do notebook”, conclui Sakis.

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