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Setor de software sofre com pouca mão-de-obra, diz Fenainfo

Problema da escassez pode ser solucionado com a venda de capital intelectual, e País será remunerado por direitos autorais

Por Redação do IDG Now!*

17/12/2007 às 19h14

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O maior problema do mercado de software brasileiro é a mão-de-obra escassa, segundo o presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), Maurício Laval Pina de Sousa Mugnaini. O Brasil pode vender capital intelectual e ser remunerado por direitos autorais, com alto valor agregado, segundo Mugnaini. O presidente afirma que isto é melhor do que entrar no mercado de mão-de-obra terceirizada estrangeira, em disputa com a Índia.

O déficit de mão-de-obra anual é de 30 a 35 mil trabalhadores. O mercado para contratação de mão-de-obra terceirizada estrangeira, segundo Mugnaini, requer 200 mil profissionais anualmente. O presidente diz que o País não terá a mesma competitividade da Índia a menos que toda a incidência tributária seja retirada para, então, sobrar folha de pagamento desse segmento.

O IDC fez previsões de redução de gastos com TI em 2008, graças a incertezas do mercado. Mugnaini diz que uma provável solução é a Proposta de Emenda à Constituição 517, que equipara o software ao livro, jornal e papel jornal, prevendo a imunidade tributária para estes suportes do conhecimento.

Embora 2007 a matéria não tenha avançado, o presidente lembra das preparações com a remontagem da Frente Parlamentar de Informática, que agora tem 195 deputados e senadores e negociações no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia.

*Com informações da Agência Brasil

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