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2008: O ano do novo sistema operacional móvel

Outras opções de sistemas para celulares estarão disponíveis, para confundir a decisão dos desenvolvedores e favorecer quem quiser adotar smatphones

Por IDG News Service

20/12/2007 às 19h05

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Este ano (2007) poderia ser chamado de o ano do sistema operacional móvel. Desde que a Microsoft entrou na cena cerca de cinco anos atrás, a indústria de sistemas operacionais de smartphones ficou relativamente estabilizada. Symbian, Linux, Research in Motion (RIM) e Windows Mobile formam o time dos softwares de telefones inteligentes, cada um com diferentes graus de sucesso em diferentes regiões. Mas neste ano, a Apple introduziu o iPhone, que roda sua própria marca de software. O Google anunciou que no próximo ano a plataforma do sistema operacional Android será lançado.

A entrada de dois novos sistemas operacionais de marcas bem conhecidas balança os planos de algumas operadoras móveis, cria algumas dores de cabeça para usuários finais, apresenta grandes desafios para desenvolvedores de aplicações e indica algumas mudanças fundamentais na indústria móvel.

Para colocar a discussão em perspectiva, perceba que os smartphones fazem uma relativamente pequena porção das vendas de celulares. Em 2006, 8% dos telefones vendidos eram smartphones, segundo Chris Hazel, analista do IDC. Isso deve crescer – e espera-se que isso aconteça – mas chegar apenas a baixos números de dois dígitos.

Por que todo o interesse, então? A indústria tem grandes expectativas de que os proprietários de telefones existentes, que agora fazem parte da grande população em países desenvolvidos, vai querer se mover para a próxima geração de smartphones mais capacitados.

Além disso, operadoras estão gradualmente indicando que estão seguindo em frente em suas metas como gatekeeper (guardadores de portão) e vão permitir mais empresas externas para oferecer telefones e serviços para seus clientes, abrindo novas opoertunidades para software, hardware e companhias de web services.

A Verizon e a AT&T recentemente fizeram anúncios indicando que estão abrindo suas redes para mais equipamentos. Enquanto usuários finais podem ter a opção de usar uma grande variedade de equipamentos, o anúncio da Verizon pelo menos vem com uma pegadinha. “É como se fosse ‘OK, nós vamos reverenciar com o que você quer, mas seja cuidadoso com o que você deseja’”, diz Hazelton.

A Verizon não prometeu suporte técnico para handsets que rodam em redes como parte de um novo programa aberto. Além disso, bem menos consumidores de celulares vão logo poder adicionar ao iPhone e o novo Android a lista de handsets que eles podem escolher.++++

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Isso é bom e ruim para os usuários. “Usuários finais vão provavelmente precisar fazer muito mais lição de casa”, diz Scott Horn, gerente geral da área de comunicações móveis da Microsoft. Isso é porque eles vão precisar descobrir se o novo software pode suportar as características e serviços que eles querem.

Ao mesmo tempo, essas operadoras estão abrindo para novos handsets e elas também começaram a reduzir restrições nos serviços online que os clientes podem usar. A tendência começou na Europa onde operdaoras como a Vodafone disseram que o volume de receita de dados online pode vir de serviços oferecidos por terceiros fora do portal. As operadoras também aprenderam como é difícil construir um portal de serviços desejáveis. “É um recurso incrivelmente intenso e expansivo”, diz Horn. Mas isso está apenas no início nos EUA.

Permitindo acesso fácil a serviços web é relevante para o software nos telefones. A Microsoft diz que alguns equipamentos de mão e operadoras são interessados em Windows Mobile porque seu suporte é a serviços populares da Microsoft como o Live IM e o Hotmail para usuários móveis.

O Google tem uma grande hospedagem de serviços que são alvo de usuários móveis, de quem espera receber dólares com anúncios. E a Apple espertamente ligou o uso do iPhone e o software com o iTunes, onde os usuários podem buscar conteúdo.

Todos esses desafios representam um grande desafio para muitas operadoras. Algumas tiveram no ano passado mais ou menos que elas querem suporte somente a alguns sistemas operacionais como uma forma de cortar custos relacionados ao suporte e treinamento. “Acredito que as operadoras de telefonia estão como que recuando na demanda por poucas plataformas”, diz Hazelton, como o resultado de um novo software batendo o mercado.

O sistema operacional adicional pode também ser um problema para desenvolvedores de aplicações. Isso vai ser difícil para desenvolvedores de aplicações. Esses desenvolvedores nem sempre dão foco em apenas uma plataforma, mas vão haver tantos sistemas operacionais no mercado de celulares que será difícil para eles escolherem o mais popular.  Por enquanto nos EUA, os BlackBerry e o Windows Mobile tem a maior base de desenvolvedores e isso deve continuar no futuro.

Mas o novo sistema operacional deve também servir para aumentar o número de desenvolvedores, avalia Horn. Eles vão continuar a ter de fazer apostas sobre qual plataforma é mais interessante. “Esse é sempre o ponto central. Os desenvolvedores pensam ‘onde está o maior mercado para os meus profissionais e qual mercado tem o menor custo para entrar’. De várias formas, é uma decisão econômica”, afirma.

Os especialistas concordam que o novo sistema operacional não significa uma ameaça para nenhum provedor de plataforma existente. “Quanto mais entrantes, mais rápido o crescimento nessa categoria, guiando a todos para a coletividade”, diz Horn. “Vai haver grandes players e também empresas de nicho e vamos ver diferentes modelos de negócios”. Hazelton concorda. “Isso é mais um benefício do que uma ameaça”, finaliza.

Nancy Gohring - IDG News Service, EUA

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