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“Guerra das TVs” rouba cena no primeiro dia da Consumer Eletronics Show

Mesmo que ainda corram para apresentar maiores aparelhos, fabricantes começam a se armar para disputa entre plasmas e LCDs com TVs OLED

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!

08/01/2008 às 10h24

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Não adianta despistar os olhos – independente da direção percorrida por sua visão entre os largos corredores do Las Vegas Convention Center, é inevitável se deparar com dezenas de televisões finas tentando chamar a atenção das cerca de 140 mil pessoas esperadas para a Consumer Eletronics Show (CES).

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No primeiro dia do tradicional evento de informática, que acontece até a próxima quarta-feira (08/01) em Las Vegas, fabricantes mostraram em seus stands uma variedade gigantesca de aparelhos para todos os gostos e necessidades, mas apenas com leves variações entre si.

Se, nos últimos anos o grande desafio era correr atrás dos maiores modelos, a CES 2008, ainda que guarde este traço entre competidores que tentam apresentar aparelhos com algum superlativo em relação aos concorrentes, se caracteriza por um gradual embate entre tecnologias.

Antes mesmo do estouro da manada começar com o keynote do presidente da Panasonic, Toshihiro Sakamoto, a Sony anunciou que colocaria nas lojas dos Estados Unidos e Japão a primeira televisão a usar a tecnologia OLED, a XEL-1.

Por mais que confira à Sony pioneirismo com a tecnologia que deverá rivalizar tanto com o plasma como com o LCD nos próximos anos, o aparelho carrega grandes riscos à empresa japonesa, principalmente pelo alto preço sugerido.

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Mesmo que tenha imagens mais definidas e brilhantes em uma tela com três milímetros de espessura, a XEL-1 custará 2.500 dólares em sua versão com 11 polegadas, quantia que pode custear um plasma de mais de 42 polegadas com suporte a alta definição de outros fabricantes.

Enquanto a Sony é a única a se arriscar comercialmente com OLED, fabricantes tradicionais como Panasonic, Toshiba, Sharp, LG e Samsung mantêm a corrida pelas maiores telas em plasma e LCD e arriscam protótipos de tecnologia que só deverão chegar às casas a partir de 2010.

Entre todas, quem mais se destacou no primeiro dia de CES foi a Panasonic. Em seu keynote de abertura, o presidente da companhia não apenas mostrou o protótipo de uma nova TV da linha Viera com 2,4 centímetros de espessura como revelou a nova maior televisão do mundo.

A Viera LifeScreen tem 150 polegadas e é capaz  de  reproduzir imagens com resolução de 2.160 x 4.096 pixels, quatro vezes melhor que o aparelho de 103 polegadas apresentado na edição de 2007 da CES.

Mas há recordes para todos os gostos. Aparentemente alheia à exibição de protótipos praticamente idênticos por concorrentes, a Samsung exibia em seu stand supostamente a tela OLED mais fina do mundo, com espessura menor de 3 milímetros similar a aparelhos apresentados pela Sharp.

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Entre os modelos de LCD e plasma, as combinações possíveis entre resoluções de 720p e 1.080p com telas  que variam entre 26 polegadas e 60 polegadas resumem bem as numerosas e bastantes similares opções que todos os fabricantes trouxeram à feira.

A Sharp, por sua vez, exibia com orgulho o que poderia imaginar ser a maior televisão do mundo, um aparelho com tecnologia LCD de 108 polegadas que bateria por cinco polegadas o modelo da Panasonic anunciado em 2007.

Mesmo empresas sem tradição no setor, como Polaroid e RCA, enfileiravam grandes telas em seus stands, sem, no entanto, chamar tanta atenção dos visitantes em razão da baixa resolução e falta de atrativos especiais de seus aparelhos.

Quem conseguiu chacoalhar a mesmice do setor foi a Pioneer, que revelou seu Project Kuro, nova linha de TVs de plasma que chegarão ao mercado em 2009 com modelos a partir de 50 polegadas que, graças a uma nova tecnologia, produz “o negro mais negro possível”, segundo a empresa.

Na prática, a tecnologia produz um contraste extremo nas imagens reproduzidas, fazendo com que tons mais claros, como branco, azul e rosa, saltem aos olhos com fundos escuros – tudo em apenas 9 milímetros de espessura.

Independente da organização opulenta de todos os stands, que misturam enxames de televisores com resolução de 720p ou 1.080p com desfiles de moda e dançarinos de hip-hop para atrair a atenção dos visitantes, é difícil não se impressionar pela qualidade de imagem reproduzida em TVs OLED.

Tanto o aparelho pronto da Sony (que também mostrou um protótipo de 27 polegadas) como os testes de Samsung, Toshiba e Sharp apresentam resoluções impecáveis com movimentações fluídas e cores brilhantes e muito bem definidas, mesmo com tamanhos maiores de tela.

Todos os protótipos apresentados têm data prevista de chegada ao mercado apenas aces2008-saida-88 partir de 2009, inclusive o plasma com contraste extremo da Pioneer, com preços ainda não definidos. Até lá, o mercado assiste de camarote se a Sony se sairá bem por ter dado o primeiro passo em um mercado ainda nascente ou se sua investida servirá como exemplo para que rivais não tropecem pelo caminho.

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