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Empresas podem usar tecnologia também na modalidade de serviço

Quem disse que é preciso comprar? Softwares e equipamentos agora chegam às pequenas empresas na forma de serviço, com taxas mensais

Por Redação da PC WORLD

10/01/2008 às 16h58

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Em um país onde nada menos do que 98% das empresas instaladas são de pequeno e médio portes, de acordo com o Sebrae (Serviço de apoio à micro e pequena empresa), é mais do que natural que os fornecedores de software e hardware se interessem e criem novos formatos de ofertas de seus produtos para esse segmento.

Um dos mais interessantes modelos de comercialização das soluções de Tecnologia da Informação (TI) atualmente – e que vem ganhando força à medida que mais concorrentes ingressam nessa arena – é o da venda de software como serviços. O formato é conhecido pela sigla SaaS, ou Software as a Service, em inglês.

“A oferta é ideal para a empresa que precisa do software, mas que não pode arcar com todo o gasto em infra-estrutura de hardware, além de equipes internas de TI”, afi rma Fernando Aires, analista de software da IDC Brasil. “Mesmo sendo empresas menores, seus negócios também demandam soluções de CRM, ERP ou qualquer outra que lhes ajude a ganhar produtividade”, completa Aires.

De fato, os fornecedores, embora alguns ainda estejam em fase inicial de suas estratégias, já trazem para as pequenas empresas soluções de todos os tipos em forma de serviço, indo além do software. A IBM, por exemplo, oferece terceirização não apenas de suas soluções, mas dos ativos e serviços de integração envolvidos. ++++

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“Esse modelo de negócio permite um melhor planejamento financeiro para a empresa. Ela sabe exatamente o quanto vai gastar com TI e não terá surpresas relacionadas a novos investimentos”, diz Rui Botelho, gerente de soluções e serviços de SMB. Entre suas ofertas a IBM tem a Device Management Service (DMS). Ao invés de comprar computadores, notebooks, impressoras e handhels, por exemplo, a empresa pode utilizar esses equipamentos mediante ao pagamento de uma taxa mensal.

É como se eles fossem alugados, mas a oferta da Big Blue envolve ainda a instalação, manutenção, gerenciamento e outros serviços relacionados aos equipamentos. “Esta é uma oferta com demanda crescente no mercado de pequenas e médias empresas”, afirma Botelho.

O executivo explica que as empresas normalmente trocam o parque instalado a cada três anos. E é nesse momento que elas agora começam a olhar para ofertas como a da IBM. Ao invés de comprar equipamentos e manter uma equipe internamente para cuidar deles, é possível contratar o serviço.

“Antes de optar por essa modalidade, é preciso fazer uma análise do custo de cada equipamento para a empresa”, aconselha Botelho. “É importante saber quanto ela gasta com equipe de suporte, quanto gasta com manutenção das máquinas, etc.”, enumera.

Em um modelo de oferta semelhante, a Telefônica lançou no primeiro semestre deste ano o Posto Informático. Trata-se de um pacote que reúne computador, banda larga, manutenção, software de segurança e suporte técnico. A oferta tem atraído a atenção de profissionais liberais, clínicas, escritórios de advocacia, restaurantes e pequenos comércios.

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Com preços a partir de 157 reais ao mês, é possível ter instalado na empresa um computador com acesso à internet banda larga, manutenção 24 horas nos sete dias da semana, conexão em rede LAN (cabeada ou Wi-Fi), seguro e softwares atualizados (Windows e antivírus). O valor sobe à medida que o usuário opta por equipamentos mais sofisticados – a Telefônica oferece configurações básica, intermediária ou avançada e monitores de cristal líquido (LCD) ou os tradicionais CRT. Além da oferta de software de segurança, a empresa planeja uma parceria com uma empresa de sistemas de ERP para a inclusão desse tipo de solução no Posto Informático.

No segmento de fornecedores de software, as ofertas vão desde soluções de gestão empresarial a sistemas de gestão do relacionamento com o cliente. A Symantec oferece o seu antivírus, software de backup e anti-spam em forma de serviço. As ofertas da companhia envolvem contrato de um ano, que inclui a gestão e atualização contínua dos seus produtos dentro do cliente.

Marcelo Silva, diretor de consultoria de serviços da Symantec, explica que o serviço inclui ainda uma análise do ambiente do cliente e um plano de migração. “Além disso, nos primeiros dois meses do contrato, fazemos um trabalho bastante próximo para garantir o sucesso da parceria”, explica.

Sem revelar preços, Silva diz apenas que a contratação dos softwares da Symantec no formato de serviço gera economia de entre 20% e 40% na comparação com o modelo de licenciamento de software, que demanda ainda manutenção e suporte internos.

A fabricante de soluções de CRM Plusoft também iniciou este ano a oferta de seus sistemas em forma de serviços. “Esse modelo representa um início para o pequeno empresário, ao passo que exige menos horas de implementação e fica disponível em um data center, que pode ser acessado via internet”, afirma Guilherme Porto, presidente da Plusoft. “O valor de implementação e manutenção também cai”, afirma. ++++

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O pacote de CRM da companhia inclui sistemas de atendimento ao cliente, venda, ouvidoria e campanhas de marketing. No entanto, como a oferta ainda é muito recente – foi desenhada no fim de 2006 –, a empresa por enquanto vendeu apenas a solução de atendimento ao cliente, pela qual cobra 180 reais mensais. “Só depois que ela (a pequena empresa) conseguir atender e entender os seus clientes é que conseguirá melhorar a oferta para eles”, explica Porto.

Segundo o executivo, o volume de pequenas empresas na carteira de clientes da companhia saiu de 5% em 2006 e deve chegar a 23% ao fi m deste ano – a expectativa inicial era de que esse índice chegasse a 13%. Porto espera retrabalhar em meados de 2008 as outras fases do CRM da Plusoft.

Ainda na área dos softwares, com atuação 100% através de revendas, a Xerox lançou recentemente uma linha de soluções para que seus parceiros consigam oferecer serviços conjuntamente com seus equipamentos para as pequenas empresas. “O valor dos equipamentos já se tornou acessível ao SMB”, diz Juliano Martins, diretor de marketing de produtos de escritório da Xerox Brasil. “O que faltava era trazer para esse segmento a oferta de serviços”, completa.

E foi isso o que a companhia lançou em meados de setembro: um software de gestão de documentos para empresas de todos os portes, começando por uma de cinco funcionários, de acordo com Martins. Agora, segundo ele, as revendas da Xerox estão capacitadas a oferecer a clientes de pequeno porte serviços até então disponíveis somente para as grandes organizações. ++++

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Martins revela que os novos softwares lançados pela Xerox permitem que a revenda ofereça a esse segmento serviços que lhe garantam a contabilidade em detalhes de quanto gasta por página impressa, qual o melhor local para instalar determinada impressora, qual setor da empresa a utiliza com mais freqüência e quais funcionários podem ter acesso à impressão colorida, entre outras regras.

O software FM Audit, que até então só era vendido juntamente com as grandes máquinas, agora chega para a revenda por 3 mil reais – sem limite de utilização pelo período de três anos. Martins explica que o programa de auditoria de impressão pode ser comprado separadamente por usuários de equipamentos que não os da Xerox. No entanto, só as revendas Xerox têm acesso ao software XOPA (Xerox Offi ce Productivity Analysis), que acompanha o FM Audit e permite o upload dos dados coletados ali. Ele traz um banco de dados com informações de mais de seis mil projetos para conseguir sugestões de melhoria.

Há cerca de dois anos e meio a Datasul também contratou da IBM o serviço de infra-estrutura para levar o seu software como serviço às empresas de menor porte. Entre esses serviços estão data center, firewall e gerenciamento de dados.

Na mesma linha, a RM Sistema mantém com a CorpFlex parceria para a oferta de seu sistema de gestão empresarial. A empresa oferece licenças de uso do ERP por 125 reais por usuário ao mês. Para contratar o serviço, o cliente não precisa investir em infra-estrutura de TI. Ele pode pagar 180 reais mensais (por usuário) para a CorpFlex, que hospeda o ERP em seu data center e cuida da gestão de seus dados. Apesar de todas as aparentemente atraentes ofertas, Aires, da IDC, alerta que é preciso que as empresas façam seus planejamentos financeiros antes de contratar esses serviços.

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