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Diretor da Microsoft diz que braço sensível será o próximo passo da robótica

Diretor de robótica da empresa apresenta os próximos caminhos e dificuldades do desenvolvimento dos robôs

Por IDG News Service/EUA

10/01/2008 às 16h15

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Fazer cócegas em um robô para fazer ele rir pode ser interessante, mas desenvolver suas articulações para que imitem a destreza e sensibilidade humanas é o próximo passo, segundo o diretor de robótica da Microsot em entrevista ao Computerworld na Consumer Eletronics Show (CES).

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Robôs com braços funcionais podem arrumar mesas, carregar máquinas de lavar e pegar objetos delicados, afirma o diretor Tandy Trower.

“Quando os robôs manipularem objetos em nosso ambiente de uma maneira segura, virtualmente poderão fazer tudo que um ser humano é capaz fisicamente”.

A tecnologia de hardware necessária para isso estará disponível em cinco anos, mas o desafio real é programar o robô, afirma Trower.

Aguardar um braço totalmente funcional é razoável, mas esperar inteligência real é mais complicado, diz Trower. “A comunidade de inteligência artificial tem trabalhado para criar modelos que permitam tecnologias mais expansivas. O que descobrimos são coisas rudes” como robôs com interação limitada, segundo Trower.

Contruir robôs que possam interagir com pessoas não requer somente bons programadores, mas especialistas em outras áreas como comunicação e interfaces.

As previsões dos anos 60 de que os computadores controlariam os humanos foram equivocadas.. A chance de os robôs se desenvolverem e assumirem o controle segue o mesmo caminho.

Ainda assim, os robôs desempenharão um papel significativo em nossas vidas. Eles podem ajudar um idoso a tomar seus remédios na hora, por exemplo. “Humanos podem ficar irritados, mas os robôs nunca cansarão de repetir ‘Aqui, tome seus remédios’”.

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Os robôs já trabalham em situações de emergência e estão salvando vidas, nota Trower. A indústria de saúde é uma grande oportunidade para a robótica, mas requer programadores com habilidades para criar robôs para trabalhar com cirurgia, por exemplo.

As universidades estão ampliando cursos de robótica para tentar melhorar a qualidade dos programadores. A Carnegie Mellon, por exemplo, iniciou um curso baseado no software Robotics Studio, da Microsoft.

Outro desafio é possibilitar a interação entre as várias plataformas e ferramentas de programação. Se livrar de sistemas proprietários torna a troca de idéias e códigos mais simples, o que pode resultar em robôs mais confiáveis.

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