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Headset permite controlar games por ondas cerebrais

Fabricado pela empresa NeuroSky, o Mindset possui sensores que captam ondas cerebrais e permite controlar games com o uso da mente.

David Ayala, da PC World/EUA

16/03/2010 às 23h35

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Foto:

Nosso cérebro possui uma capacidade nata para se comunicar rapidamente. Porém, quando estamos trabalhando em um computador ou jogando um videogame, toda essa capacidade acaba se afunilando por causa das limitações impostas pelo teclado ou joystick.

A boa notícia é que soluções começam a aparecer.  Já vimos o projeto Natal, da Microsoft, que responde a comandos naturais, como gestos. Outra empresa, chamada NeuroSky, apresentou um fone de ouvidos que adiciona sensores de ondas cerebrais para ajudar na comunicação com o computador.

O Mindset possui três sensores metálicos que ficam no perímetro da orelha. Há também uma haste parecida com um microfone, mas é mais um sensor que fica encostado na testa. Apesar disso, é discreto, como mostra a foto.

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O fone de ouvidos usa os sensores para fazer uma leitura das ondas cerebrais, em um processo idêntico de leitura de um exame de eletroencefalograma (EEG). As ondas emitidas transmitem informações de níveis de ansiedade, concentração e mesmo sonolência.

Na semana passada, durante a conferência de desenvolvedores  de games, realizada nos Estados Unidos, vários criadores de jogos mostraram o uso do Mindset em seus produtos. Um exemplo usado foi o jogo Broodin Bash. Em modo multiplayer, os jogadores se concentravam em comandos para atacar oponentes ou se defender.

Outro jogo chamado Tug of Mind (em uma tradução livre é algo como “arrancar da mente”), que ainda será lançado para iPhone, permite inserir a foto de do chefe, do colega de trabalho ou mesmo algum parente que nos deixa muito irritados. O game, então, nos treina a ficarmos calmos quando essa pessoa está presente, mesmo que ela lance insultos ou calúnias sobre nós.

Mas fiquei um pouco cético em relação ao futuro do produto. Ao testar o aparelho, senti falta de sensações táteis e também de uma resposta mais contundente para informar o que estava se passando na tela. Eu queria mesmo acreditar que os comandos funcionavam realmente, mas não foi o que aconteceu. Não havia precisão como quando usamos um teclado ou joystick.

No entanto, como um crédito para a NeuroSky, pode ser apenas que eu não esteja acostumado a usar meu cérebro para esse tipo de interface. Talvez usar o Mindset por mais tempo ajude meu cérebro a formar padrões para conseguir melhor precisão com essa interface. Mas logo todos poderão descobrir, quando o Mindset chegar às lojas, em meados de junho.

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