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iMac 10 anos: o computador que mudou o mundo

Em 15 de agosto de 1998, o iMac começou a ser vendido. Veja as oito mudanças que ele causou na indústria de computadores.

Benj Edwards, Macworld/UK

15/08/2008 às 8h57

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O iMac causou uma impressão forte quando a Apple anunciou o produto em maio de 1998. Mas as coisas realmente começaram a acontecer quando o computador começou a ser vendido oficialmente, em 15 de agosto de 1998.

Com certeza, o iMac original foi o desktop que mais influenciou os computadores na última década. Era uma máquina com processador PowerPC G3 de 233 MHz, 32 MB de RAM, 4 GB de disco rígido, monitor de 15 polegadas integrado e alto-falantes estéreo – tudo dentro de um case com design incrível.

O lançamento garantiu também a volta de Steve Jobs como líder visionário da Apple, e levantou a moral da empresa das quedas financeiras dos anos 90. Vendido inicialmente como uma porta de entrada fácil para a internet, o iMac foi além disso e redefiniu todo o mercado de desktops – sem contar o desenho industrial – para sempre. Mas você sabe como isso aconteceu? Veja a seguir oito fatos sobre o computador.

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1) Ele matou o bege
Antes do iMac, os PCs estavam presos à falta de design. A maioria dos fabricantes produzia caixas bege ou cinza apenas para tornar funcional um equipamento. O design do iMac, entretanto, chocou ao trazer um equipamento curvo e com cores vibrantes que contrastavam com a neutralidade dos PCs. A Apple até criou um novo termo, “Bondi blue” – uma mistura de verde com azul em homenagem à praia de Bondi, na Austrália – para descrever a cor da sua nova máquina. Combinado com um padrão branco-gelo, o iMac foi algo inédito no mundo dos computadores. Causou impacto no público, mas foi só o começo.

2) Ele foi o primeiro “i”.
iPod, iPhone, iChat, iLife, iSight. Todos esses “iPrefixos” vieram do iMac – e agradeça a ele por espalhar a tendência nos outros produtos da Apple. Só que “i” no “iMac” originalmente significava “internet” (ou, na visão de Steve Jobs, no lançamento do produto, ‘individual, instrutor, informativo ou inspirador”). O prefixo “i” também foi para produtos que nem são da Apple –a maioria é formada por acessórios para iPod.

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3) Lançou a onda da internet
A visão de marketing da Apple se baseou em aumentar a popularidade da internet no fim dos anos 90. O iMac, com um “i de internet”, foi vendido como um produto fácil de conectar à rede mundial em apenas dois passos. E isso funcionou, pois ajudou a Apple a diferenciar sua máquina dos outros computadores.

4) Trouxe o USB para as massas
O iMac tinha apenas uma interface para conectar periféricos: USB. Isso significava que todos os mouses, teclados, scanners, impressoras e discos externos tinham como destino o lixo. A falta de portas SCSI assustou os mais fanáticos, mas a presença do USB ajudou a interface a deslanchar como padrão de mercado. Graças ao iMac, muitos fabricantes de periféricos lançaram sua primeira leva de acessórios USB – sem muita coincidência, a maioria deles ao mesmo tempo que o computador azul-transparente da Apple.
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5) Matou o disquete
A Apple lançou o drive de disquetes 3,5” da Sony com o Macintosh, em 1984, para matá-lo 14 anos depois com o iMac, o primeiro computador sem nenhum drive de disquetes. A imprensa especializada foi cética em relação ao tema, mas a ausência do floppy foi uma declaração clara da Apple: “daqui em frente, vocês irão usar a internet e as redes locais para transferir seus arquivos”. E a Apple acertou de novo, mesmo que um pouco ainda antes do tempo. Hoje em dia, quem sente falta dos disquetes?

6) Criou novos padrões de desenho industrial
Na próxima vez que você encontrar um produto à venda em uma carcaça translúcida e colorida, agradeça (ou amaldiçoe) o designer Jonathan Ive, o “pai” do iMac. O projeto colorido inspirou diversos produtos até o ponto que a linha de iMacs de 1999 a 2000 era praticamente uma paródia dela mesma. A Apple deu um passo à frente e largou a paleta de cores com o lançamento do primeiro iMac com tela LCD, em 2002. E o mais incrível: outras companhias seguiram a onda, e hoje muitos eletrônicos vêm em alumínio escovado, branco-gelo ou preto glossy – as cores dos Macs mais recentes.

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George Foreman Grill: inspirado nas cores do iMac

7) Foi a salvação de Steve Jobs
Graças a uma luta por poder em 1985, os executivos da Apple forçaram Steve Jobs a renunciar do cargo na companhia que ele foi o co-fundador. Após a Apple comprar a NeXT em 1997, Jobs voltou à Apple e logo se tornou CEO interino. E ele conseguiu dar a volta por cima, depois de a companhia ter lançado linhas de produtos sem lucratividade por alguns anos. O sucesso do iMac foi a volta por cima de Jobs.

Steve Jobs e o iMac8) Salvou a Apple também
Em 1996 e 1997, a imprensa disse que a Apple estava morta, com um prejuízo de 878 milhões de dólares em 97. Com a liderança de Steve Jobs, ela lucrou 414 milhões de dólares em 1998, o primeiro lucro em três anos. Esses resultados vieram da redução de custos operacionais e das vendas do iMac. E o iMac foi mais que um bom lucro – ele trouxe de volta a idéia de que a Apple tinha de novo um produto inovador que conquistou o público, e provou que a companhia ainda tinha fôlego para continuar no mercado.

Graças à evolução contínua na linha do iMac e dos outros produtos, a Apple hoje é mais lucrativa que nunca. E mesmo com iPhones, iPods e iTunes dominando o noticiário, não podemos esquecer que o sucesso da Apple hoje é resultado direto do iMac de dez anos atrás.

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