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Indústria de antivírus ficou estagnada por 15 anos, diz Kaspersky

Fundador da empresa homônima critica a concorrência por não adotar tecnologias como whitelisting e bloqueio por comportamento.

Vinicius Cherobino, editor-assistente do Computerworld

08/10/2008 às 15h27

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Irônico e provocativo, Eugene Kaspersky não poupa ataques
aos concorrentes da indústria de segurança. O fundador da empresa russa de
capital privado que leva o seu sobrenome afirmou que a concorrência na área está parada desde 1993 apenas refazendo as tecnologias existentes - basicamente vacinas
e alguma heurística.

“Falo revolução porque, em 2008, a indústria entrou em
pânico ao descobrir que o antivírus tradicional não funciona para as pragas que
temos hoje”, disse. Ele garante: “enquanto os outros falam, já temos whitelisting,
controle de aplicações e bloqueio por comportamento”.

Especialistas já afirmaram que o
antivírus morreu
por conta da incapacidade do modelo baseado em vacinas e
heurística proteger contra os ataques atuais.

Ele criticou também o discurso de que o antivírus transformou-se
em commodities. “Enquanto eles falam que AV é commoditie, não investem em
laboratórios e tecnologias”, provocou.

No Brasil para oficializar a nova linha de antivírus da empresa
e garantir que o País e a região latino-americana terão atenção especial da
Kaspersky (o escritório brasileiro foi aberto em abril), Eugene falou que espera saltar do faturamento de 24 milhões de dólares
em 2004 para receita de 370 milhões de dólares em 2008.

Questionado sobre a
possibilidade de vender a empresa, a resposta de Eugene Kaspersky foi imediata:
“Não falo sobre ser adquirido. É o meu brinquedo favorito, não vou vender”.

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