Home > Notícias

Instituto afirma que 2013 vai ser um “ano difícil” para a Microsoft

A transição para o Windows 8 será confusa, delicada. Mas a plataforma sobreviverá e se consolidará como o primeiro passo de uma transformação

Gregg Keizer, CIO/EUA

23/10/2012 às 13h27

Foto:

À medida que a Microsoft lança e inicia as entregas do Windows 8 para os OEMs, e tenta estabilizar o rápido declínio na sua participação de mercado de sistemas operacionais para dispositivos pessoais, ela desenha um ano de 2013  duro, muito duro, afirma o instituto de pesquisa Forrester Research. “Mas este é um movimento crucial para
a Microsoft”, disse Frank Gillett, analista da empresa e líder do
estudo “Microsoft: The Next Five Years”, que projeta o desempenho da companhia nos próximos cinco anos.

Ao agrupar
os PCs tradicionais, os tablets e os smartphones em uma categoria chamada "dispositivos pessoais" e traçar o histórico da Microsoft no mercado de sistemas operacionais de 2008 até agora é possível ver claramente que a fatia da empresa encolheu de  95% para 30% .

O crescimento explosivo de smartphones, especialmenrte após o lançamento do iPhone pela Apple, em 2007, e o atual crescimento do tablets, segmentos de mercado onde a Microsoft não tem tração, justificam esse declínio e a tentativa de posicionar o Windows 8 como o salvador da pátria.

Combinado com o declínio da venda de PCs, esse cenário fará com que, na opinião da Forrester, a Microsoft mantenha essa quota de 30% de partipação até 2016.

"A Microsoft vai perder participação incremental, entre agora e 2016, e se estabilizar em 30%", disse Gillett.
"As vendas unitárias vão aumentar e, em 2016, serão maiores que agora, em termos de quantidade de usuários. Mas a companhia terá muita dificuldade para recuperar o terreno perdido", diz Gillett.

“O crescimento de tablets e smartphones ajudará a compensar as perdas
incrementais no PC [para a Microsoft] até 2016, ela não conseguirá crescer
muito mais sem uma presença mais forte nos smartphones “, afirma o
estudo. Para manter essa participação de 30% – baseada no domínio de um
quarto de todas as vendas de tablets em 2016 – a empresa tem de fazer
vingar o ambicioso Windows 8, em todas as suas versões, a curto e longo prazo.

Gillett aposta nesse cenário. Mas a transição será bastante acidentada, argumentou, e não produzirá muitos frutos até 2014.

O calcanhar de Aquiles da Microsoft é o mercado de smartphones, segmento no
qual tem uma participação muito pequena atualmente, e pelas estimativas
da Forrester, não terá mais do que 14% em 2016. “Os smartphones são
o elo mais fraco”, disse Gillett.

Nos tablets a Forrester prevê a conquista de uma fatia de 27% em quatro anos. E nos PCs tradicionais a empresa manterá uma
quota de quase 90%.

O analista classifica o Windows 8 como “ousado”,
“original” e “impressionante”.  “A reforma mais radical desde a
substituição do DOS pelo Windows original”, afirma.

No entanto, vê o próximo ano como especialmente difícil para o
fabricante. Os clientes terão de adaptar-se à nova interface de usuário (UI), os programadores terão de superar as dificuldades de escrever aplicações ou rescrever software antigo para o “moderno”
ambiente do Windows 8.

Além disso, com a excepção de pequenas compras para testes em
tablets, as empresas vão ignorar o sistema operacional. E os
clientes, disse Gillett, ficarão inicialmente confusos com as  duas arquiteturas diferentes – x86 e ARM, tanto para tablets como para
portáteis, podendo adiar as suas decisões de compra e prolongar os
períodos de avaliação sobre o Windows 8. Esses fatores deverão
apresentar  grandes desafios à Microsoft, aos seus parceiros OEM e aos
grandes varejstas.

Primeiro passo da mudança da Microsoft

O tempo, entretanto, deverá curar algumas feridas. Por exemplo, Gillett
acredita que a Microsoft e os seus parceiros terão de passar por várias
iterações na forma como o Windows 8 seduzirá os clientes antes de
acertarem.

Os equipamentos previstos para o próximo outono, com novos
processadores da Intel, deverão trazer benefícios significativos no
consumo de energia . Mas outros problemas exigirão ações específicas
por parte da empresa ao longo dos próximos cinco anos.

“A transição para o Windows 8 é simplesmente o primeiro passo da transformação da Microsoft”, defende a Forrester.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail