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Intel anuncia processadores Ice Lake e ‘Project Athena’ para ultrabooks

O keynote da Intel no CES 2019 foi movimentado. As novidades sinalizam um momento importante: a Intel migrou sua linha completa para 10nm.

Mark Hachman, PCWorld USA

08/01/2019 às 10h32

Intel Ice Lake PCWorld
Foto: Mark Hachman/IDG

A Intel confirmou nesta segunda-feira (07/01), na CES 2019, que sua próxima geração de microprocessadores Core, a Ice Lake, baseada na arquitetura Sunny Cove e a primeira de 10nm a ser produzida em volume, estará equipando PCs de diversos fabricantes no final do ano. Sam Burd, presidente do grupo de Client Solutions da Dell, subiu ao palco para mostrar um notebook Dell XPS rodando com uma CPU Ice Lake, que estará nas lojas no Natal de 2019.

A nova família de processadores voltados para portáteis é quad-core (com oito núcleos virtuais) e tem 64 unidades dedicadas ao processamento gráfico. Elas são as primeiras CPUs a integrar a geração 11 da microarquitetura de processamento gráfico da Intel que permite ter desempenho em games sem precisar de uma placa gráfica dedicada. Os novos Ice Lake também são econômicos em consumo de energia: notebooks equipados com os Ice Lake devem oferecer autonomia de mais de 20 horas de bateria.

O Ice Lake tem Thunderbolt 3 integrado, Wi-Fi 6 (nova nomenclatura para o padrão 802.11ax) e um recurso chamado DL Boost, que melhora a performance de aplicações de IA rodando no sistema. A empresa demonstrou no palco que pode dobrar a performance de uma busca inteligente com o Ice Lake e DL Boost. “Tínhamos que ir além da CPU e pensar em nível de plataforma”, disse Gregory Bryant, vice-presidente sênior e head do grupo de Client Computing da Intel.

Barra de chocolate

Imagine uma placa-mãe do tamanho de uma barra de chocolate (das pequenas). Pois essa foi uma das surpresas da Intel em um keynote cheio de novidades. A empresa apresentou o processador Lakefield, que inaugura um processo diferente de produzir microprocessadores empilhando diferentes chips lógicos para minimizar o espaço total do die que um processador multicore exigiria.

O Lakefield usa uma tecnologia apresentada pela Intel em dezembro, chamada Foveros, que permite fazer esse empilhamento O resultado é uma CPU que tem quatro chips Atom sobre um processador Sunny Cove. Isso permite projetar PCs muito mais compactos e leves. A empresa não liberou muitos detalhes, mas é certo que ele entra em produção no final do ano. O que é importante, porque o Lakefield acaba sendo potencial viabilizador do Project Athena, também anunciado pela Intel no CES 2019.

Project Athena

O Lakefield deverá ser parte do novo Project Athena, anunciado pela empresa como resultado de uma parceria com fabricantes de PCs do mercado para chegar à especificação de uma nova geração de ultrabooks ou PCs ultra-finos e leves. Bryant disse que em um mundo de dispositivos conectados, o PC é para onde os consumidores vão quando querem se focar. "Estamos nas primeiras fases da nova era da computação", disse ele, onde os dados estão em todos os lugares.

A Intel espera chegar às especificações de uma nova geração de PCs com ênfase para a vida útil da bateria, conectividade e velocidade de resposta. A Intel e seus parceiros começaram a atacar os problemas de certificação, bem como a definis as especificações do padrão do que serão os PCs Athena.

9a geração do Core

Enquanto o futuro radical não chega, Bryant também anunciou novidades para a 9a geração dos processadores Intel Core, lançando cinco chips com custo mais acessível do que o Core i9-9900K, processador de quase 500 dólares, lançado em dezembro como parte da família Coffee Lake e considerado pela PC World como o mais rápido processador para games.

Os cinco novos membros da família Coffee Lake vão do Core i3 até o Core i5. A primeira leva, esperada para este janeiro, será de processadores para desktop, mas a Intel vai lançar, no segundo trimestre do ano, uma outra fornada de 9a geração para a linha de portáteis, especificamente a H-series, para notebooks de gamers.

Novidades corporativas

A empresa também anunciou um número de processadores para o mercado corporativo, começando pelo Nervana, um processador para redes neurais, chamado NNP-I, que foi projetado para acelerar cargas de trabalho que exigem inferências, tais como buscas, por exemplo.

A lista de novidades corporativas também inclui uma versão para servidor do processador Ice Lake de 10nm, que deve começar a ser entregue em 2020; o ”Snow Ridge,” um "system-on-a-chip" de 10nm projetado para 5G; e um processador Xeon, a ser disponibilizado na primeira metade de 2019, chamado “Cascade Lake”.

Portanto, o recado final da companhia é de mudança: do Ice Lake para o Cascade Lake para Snow Ridge, a Intel migrou sua linha completa para 10nm. Será que os problemas de produção acabaram? Essa é a conclusão que a Intel espera que todos levem para casa.

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