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Intel é multada na Coréia do Sul por violações antitruste

Em punição semelhante à tomada pela Intel nos EUA, empresa é acusada de quebrar regras de comércio contra rival AMD.

IDG News Service/China

05/06/2008 às 9h22

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A Comissão de Comércio Justo da Coréia multou a Intel em 25,4 milhões de dólares por abuso da sua posição dominante no mercado de microprocessadores.

A Comissão afirmou que a Intel ofereceu descontos para fabricantes da Coréia do Sul que concordassem em não comprar chips da rival AMD, prática que viola as regras de comércio do país.

A Intel afirmou que discorda da decisão e indicou que apelará à corte mais alta do país, em Seoul. O conselheiro geral da Intel, Bruce Sewell, afirmou que a companhia acredita que a Comissão não deu consideração total ás evidências apresentadas.

"Quando chegarmos à uma corte onde um juiz de verdade esteja decidindo, isto será bom para nós e nós temos este direito", afirmou ele.

A Comissão divulgou um apanhado das suas conclusões nesta quinta-feira (05/06). Todas as conclusões deverão ser publicadas nos próximos 60 dias. A Intel então terá 30 dias para revisá-las, para então entrar com uma apelação em Seoul.

Em comunicado, o órgão afirmou que a Intel ofereceu descontos entre 2002 e 2005 a fabricantes que incluem Samsung Eletronics e Trigem Computer.

A decisão é similar a uma divulgada por reguladores japoneses em 2005. A Intel também está sendo investigada na Europa e nos Estados Unidos por práticas similares.

Membros do órgão sul-coreano começaram a investigar o histórico da Intel em 2005, continuando-as com uma "visita surpresa" aos escritórios da empresa na Coréia do Sul em fevereiro de 2006.

Os reguladores do país mostram no passado não ter dúvidas em investir contra grandes empresas que possam estar envolvidas em práticas anticompetitivas, ainda que as multas coreanas em casos semelhantes tenham sido relativamente baixas comparadas às impostas contras as mesmas empresas em outros países.

Em 2005, a Coréia do Sul multou a Microsoft em 34 milhões de dólares e exigiu que a empresa vendesse uma versão do Windows sem o programa de mensagens instantâneas Windows Messenger ou o Windows Media Player, enquanto a Comissão Européia multou a Microsoft em centenas de milhões de dólares em ação similar em 2004.

Representantes da AMD saudaram a decisão. "Não é uma surpresa para mim, dado o comportamento passado da Intel e as diferentes coisas acontecendo em diferentes países", afirmou o vice-presidente de marketing da AMD, Patrick Moorhead.

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