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Intel quer levar RAM DDR4 aos computadores no terceiro trimestre de 2014

Tecnologia será inicialmente suportada em um processador para servidores de codinome Grantley, baseado na arquitetura Haswell.

Agam Shah, IDG News Service

09/01/2014 às 14h03

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Segundo fontes familiarizadas com os planos da empresa, a Intel irá adicionar suporte à memória DDR4 em seu processador “Grantley”, um membro da família Xeon projetado para uso em servidores e baseado na arquitetura Haswell, no terceiro trimestre deste ano. Em desenvolvimento há mais de cinco anos, o novo tipo de memória pode aumentar o desempenho dos computadores e reduzir o consumo de energia. E também significará uma redução progressiva no uso da memória DDR3, atualmente usada na maioria dos servidores, desktops e notebooks.

A adoção da tecnologia DDR4 pelos fabricantes de processadores e placas-mãe é o primeiro passo para sua disseminação no mercado. Além dos servidores, módulos de memória DDR4 em placas-mãe para gamers foram demonstrados durante o Intel Developer Forum, em setembro passado, o que indica que a empresa já está adicionando o suporte à tecnologia aos seus processadores voltados aos entusiastas. Um porta-voz da Intel disse que a companhia trabalha “com a indústria” para levar o suporte a DDR4 aos seus sistemas mais sofisticados, mas não forneceu uma data para isso.

A partir daí a DDR4 poderia chegar aos PCs e notebooks em 12 a 18 meses. Notebooks com o novo tipo de memória poderão ser mais rápidos e ter maior autonomia de bateria, embora a atual DDR3 seja considerada suficiente para a maioria dos usos atuais. A DDR4 oferece uma largura de banda 50% maior, e uma redução no consumo de energia de 35%.

Os primeiros a adotar a DDR4 pagarão mais caro pela novidade, mas os preços irão cair à medida em que a adoção aumenta. Analistas esperam que inicialmente um módulo de memória DDR4 custe 30% a mais que um DDR3 de mesma capacidade, mas a diferença pode cair para 10% em 2015.

Um dos primeiros usos para a DDR4 provavelmente será em sistemas de dados e ERP de grande porte, que cada vez mais fazem uso de processamento em memória. A tecnologia também pode trazer benefícios em cálculos complexos em supercomputadores.

A adoção da DDR4 foi adiada com a estabilização dos preços da memória DDR3 no ano passado. Margens de lucro maiores fizeram com que fabricantes como a SK Hynix e Samsung continuassem a produzir DDR3 em vez de migrar suas linhas de produção para DDR4, que é mais cara para produzir. A queda na demanda por PCs também prejudicou os planos. Além disso, o surgimento de máquinas como os Ultrabooks da Intel e portáteis ultrafinos da AMD também atrasou a adoção da DDR4, já que elas usam memória DDR3 de baixo consumo de energia.

Empresas como a Samsung, Micron e Kingston demonstraram módulos de memória DDR4 logo após a especificação ser finalizada em setembro de 2012. A Samsung já iniciou a produção da memória em escala comercial, e a unidade de negócios corporativos da Crucial está demonstrando memória DDR4 durante a CES 2014, feira de tecnologia que acontece nesta semana em Las Vegas, nos EUA.

O barramento da memória DDR4 opera a 3200 MHz, contra os 2400 MHz da DDR3, e a memória funciona com 1.2 Volts em vez dos 1.5 Volts da antecessora. A confiabilidade da DDR4 também é considerada maior, já que há mais ferramentas de depuração e diagnóstico para prevenir erros de dados.

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