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Intel recorre de decisão da Comissão Europeia que gerou multa bilionária

Fabricante de chips argumenta que órgão não considerou corretamente evidências favoráveis à empresa. Decisão gerou multa de US$ 1,4 bilhão.

IDG News Service

22/07/2009 às 14h58

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A fabricante de microprocessadores Intel decidiu apelar da decisão judicial tomada pela Comissão Europeia contra a empresa por práticas anticompetitivas de mercado. A sanção envolveu uma multa de 1 bilhão de euros (1,4 bilhão de dólares) – considerado o maior valor já aplicado a uma empresa por práticas antitruste – em maio deste ano.

No pedido registrado nesta quarta-feira (22/7), junto à corte de apelação de primeira instância em Luxemburgo, a Intel argumenta que o órgão regulador da Europa falhou em não considerar evidências que seriam favoráveis a seus argumentos.

"Acreditamos que a Comissão não interpretou corretamente algumas evidências e ignorou outras partes de provas" disse o porta-voz da Intel, Robert Manetta, em uma entrevista por telefone.

Além da multa, a Comissão Europeia ordenou que a Intel interrompesse os descontos concedidos a fabricantes e revendedores de PCs que mantivessem um acordo de exclusividade com os produtos da empresa. A ordem judicial também impede que a Intel remunere fabricantes para adiarem o lançamento de máquinas com chips da rival AMD.

Autoridades de antitruste da Coreia do Sul e do Japão também identificaram irregularidades nos métodos comerciais da Intel, como reembolsos. Além disso, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos e a Procuradoria Geral de Nova York investigam a fabricante de chips por abuso de sua liderança de mercado.

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