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Intel revela minúsculo computador para uso em “wearables”

Do tamanho de um cartão SD, “Edison” pode ser integrado a roupas e acessórios inteligentes

Agam Shah, IDG News Service

07/01/2014 às 11h03

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A Intel espera que um novo e diminuto computador, do tamanho de um cartão SD, impulsione seu crescimento no mercado de wearables. Batizado de “Edison” ele é o menor computador já criado pela empresa, e foi projetado para uso em eletrônicos pequenos e às vezes flexíveis que são usados junto ao corpo. Baseada em um processador Quark de baixíssimo consumo, a máquina também tem interfaces Bluetooth e Wi-Fi para se comunicar com outros dispositivos.

A Intel quer colocar o Edison em wearables que vão além dos smartwatches, smart glasses e monitores de sinais vitais que estão por toda a parte na CES 2014, feira de tecnologia que acontece durante esta semana em Las Vegas, nos EUA. “A tecnologia wearable é mais do que ter uma câmera junto ao corpo. Ela precisa ser natural e os chips tem de ser praticamente invisíveis”, disse Mike Bell, Vice-Presidente e Gerente Geral do New Devices Group (Grupo de Novos Dispositivos) da Intel em uma entrevista.

A Intel demonstrará o chip em roupas para bebês que são parte da linha Mimo Baby da Rest Devices. O Edison será capaz de monitorar a frequência cardíaca da criança, temperatura corporal, nível de atividade e posição do corpo. Todos os cálculos relacionados podem ser feitos localmente, e os dados transferidos a outros aparelhos, como smartphones, através de uma conexão sem fios. O Edison também será demonstrado em um aquecedor de mamadeiras inteligente, também da Rest Devices, que é capaz de medir quanto líquido está sendo consumido pelo bebê.

Integrar o Edison nos produtos da Rest Devices foi “indolor”, e tão simples quanto trocar os chips, disse Bell. “Estamos tentando mostrar como esta tecnologia possibilita produtos que seriam difíceis de produzir no passado”, disse Bell.

O Edison é baseado na arquitetura X86 e seu processador Quark é produzido usando o mais avançado processo de 22 nanômetros. O sistema operacional é uma versão do Linux e segundo Bell o chip é completamente “sintetizável”, ou seja, pode ser facilmente modificado para se adaptar às necessidades de cada projeto. 

A capacidade da Intel de desenvolver chips mais eficientes no consumo de energia foi questionada no passado, mas Bell diz que o Edison é capaz de desligar e ligar vários recursos conforme o uso, para economizar energia. 

O Edison é diferente do computador Open Source Galileo, uma placa de US$ 70 anunciada no ano passado que é voltada a entusiastas que querem desenvolver de robôs domésticos e monitores de sinais vitais a soluções embarcadas para automação industrial. O Galileo tem um processador Quark X1000 rodando a 400 MHz e também suporta interfaces padrão na indústria como PCI Express, Ethernet e USB 2.0, além do ambiente de desenvolvimento e ecossistema do Arduino, que é amplamente usado na comunidade de entusiastas.

Já o Edison tem memória DDR2 de baixo consumo, suporte mínimo a interfaces para periféricos externos e, por padrão, nenhum suporte a Arduino, embora Bell afirme que uma placa de expansão trará este recurso no futuro. O produto estará disponível a desenvolvedores interessados em meados deste ano, e a Intel está organizando uma competição com prêmio de US$ 500.000 para os desenvolvedores que encontrarem o uso mais inovador para ele.

A Intel está desenvolvendo chips que são ainda menores e mais eficientes que o Edison, e Bell não descarta a possibilidade de chips flexíveis para uma geração de wearables no futuro.

“Acredito que temos a tecnologia para criar algumas coisas de cair o queixo”, disse Bell.

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