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Intel utiliza feixes de luz para transferir dados para computador

Empresa desenvolveu protótipo de conexão futurística, que faz uso de lasers em vez de fios de cobre.

IDG News / EUA

27/07/2010 às 18h26

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A Intel anunciou hoje, 27/7, que desenvolveu um protótipo de pesquisa que usa feixes de luz para carregar dados para dentro e fora do computador com velocidades de 50 gigabits por segundo. Os pesquisadores da Intel disseram que a tecnologia ótica poderia basicamente substituir o uso de elétrons e cabos de cobre na transferência de dados. A velocidade é "equivalente a um filme inteiro em alta definição (HD) sendo transferido por segundo", disseram os pesquisadores.

A tecnologia também será capaz de carregar dados por distâncias maiores do que conseguem os cabos de cobre, informam os pesquisadores da Intel.

O CTO da Intel, Justin Rattner, caracterizou o protótipo de pesquisa como um gigantesco avanço uma vez que os cabos de cobre estavam atingindo seus limites. Existe uma abundância de dados que precisam ser movidos, e transferir dados a 10Gbps ou mais por cabos de cobre está se tornando um desafio. Mesmo que os dados pudessem ser transmitidos por cabos de cobre a essa velocidade, existem problemas com as distâncias máximas para cada conexão.

A conexão ótica resolve esse problema ao permitir transferências de dados a velocidades muito mais altas, e sobre distâncias maiores, disse Rattner em uma conferência sobre a tecnologia.

“A tecnologia fotônica nos dá a habilidade de mover essas grandes quantidades de dados por uma sala...de maneira econômica”, afirmou Rattner. A tecnologia fotônica poderia potencialmente aumentar a velocidade de transferência de dados em PCs ou aparelhos portáteis, disse.

Laser já é usado em aparelhos como tocadores de DVD, e também para aplicações como comunicação de longa distância. A tecnologia de laser, no entanto, pode ser cara, e a Intel quer trazê-la  para um ponto de baixo custo em que possa ser integrada a aparelhos cotidianos, segundo Rattner. A companhia espera aumentar a velocidade da conexão ótica para 1Tbps à medida que aumentar o número de canais para melhorar a transferência de dados.

Mas, por enquanto, a companhia demonstrou a princípio que já consegue juntar as peças e colocá-las em um produto. O próximo passo é implementá-la em chips e levar para fabricação. A tecnologia poderia chegar aos grandes mercados no meio desta década, e poderia surgir em PCs, servidores, ou aparelhos móveis.

A curto prazo a tecnologia não será implementada no nível de circuito integrado, mas poderia substituir as trilhas de cobre que conectam a CPU à memória, por exemplo, disse Mario Paniccia, um associado da Intel. A conexão ótica vai reduzir latência, o que poderia resultar em movimento e processamento de dados de forma muito mais rápida.

“Acreditamos que esta tecnologia é para uso em datacenters”, disse Rattner. Para o consumidor final, uma conexão ótica também ajudaria os usuários a transferir arquivos grandes, como filmes, para aparelhos portáteis em alta velocidade, explica.

“Uma vez que estivermos confiantes de que temos uma capacidade de produção em grande escala, então vamos nos concentrar na questão comercial: quais oportunidades de mercado são atraentes para a Intel?”, questiona Rattner.

O protótipo de pesquisa junta alguns projetos anteriores da Intel que emitem, manipulam, combinam, separam e detectam feixes de luz. A conexão inclui um chip transmissor em uma placa de PC que combina quatro canais óticos de dados em um único feixe, e um receptor que detecta os feixes de luz que chegam, divide os sinais óticos e converte os fótons em sinais elétricos.

A Intel já está trabalhando em uma nova interface ótica para conexão de discos e dispositivos de armazenamento externos, aparelhos móveis e telas para PCs a até 100 metros de distância. Chamada de Light Peak, a tecnologia permite a transferência de dados a velocidades de até de 10Gbps. A Intel enxerga a Light Peak como um potencial substituto do USB, o atual padrão para conexão de periféricos, entre eles dispositivos de armazenamento, a computadores pessoais.

Muitas companhias, incluindo a Sun, que agora é parte da Oracle, e a IBM têm estado envolvidas em pesquisas na área de tecnologia fotônica.

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