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Internet: Usuários de banda larga móvel já chegam à metade do total

Avaliação do consórcio 3G Américas é que em três anos total de usuários de soluções móveis totalizarão 2/3 da base instalada.

Fabiana Monte, da Computerworld

13/08/2009 às 12h25

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Este mês, o número global de assinantes de banda larga móvel deve se igualar ao total de usuários de serviços fixos de acesso à internet e, em apenas três anos, os clientes de banda larga móvel totalizarão dois terços do total mundial de usuários de internet rápida, contra um terço dos clientes de banda larga fixa.

As previsões são do diretor da 3G Américas para América Latina e Caribe, Erasmo Rojas. O 3G Américas é um consórcio que reúne fabricantes e provedores de serviços de telecomunicações móveis.

O consórcio estima que o mercado global deve encerrar 2009 com aproximadamente 800 milhões de assinantes de banda larga, e projeto, para 2011, mais de 1,4 bilhão de usuários. Tal crescimento será impulsionado pelo avanço da mobilidade. "A banda larga fixa vai continuar crescendo, mas nunca no mesmo ritmo da móvel", afirma Rojas.

Fatores de estímulo
Entre os aspectos que contribuem a efetivação desse cenário estão a maior flexibilidade que a banda larga móvel oferece para o usuário, além do fato de este serviço estar presente em regiões onde, por vezes, não há alternativa de conectividade à web pela rede fixa.

Pelos números do 3G Américas, a taxa atual  de penetração de serviços de banda larga na América Latina é de apenas 5%, percentual que deve subir para 15% em 2014, impulsionado pelo crescimento da banda larga móvel. Mesmo no Brasil, principal mercado da região, o cenário não muda. com penetração de 6% e perspectiva de avanço para 10% nos próximos três anos.

Entre 2008 e 2014, o mercado latino-americano ganhará novos 378 milhões de assinantes de banda larga, fixa e móvel. O Brasil responderá por 35% das adesões e, por isso, é considerado estratégico para fabricantes e operadoras do segmento. "Em cinco anos, haverá 130 milhões de assinantes de banda larga fixa e móvel no País", avalia Rojas.

A projeção indica que o mercado deverá crescer seis vezes no período. De acordo com dados da consultoria Teleco, no primeiro trimestre de 2009 o Brasil contava com cerca de 20,8 milhões de conexões à internet, fixas e móveis, em alta velocidade.

Para o country manager da fabricante de chips Qualcomm, Paulo Breviglieri, a banda larga móvel enfrenta desafios como ampliação da cobertura, dispositivos de acesso mais baratos e investimentos no núcleo da rede das operadoras, de forma a garantir velocidade para o usuário.

A avaliação da vice-presidente executiva da Qualcomm para a Índia e Américas, Peggy Johnson, é que as operadoras brasileiras devem seguir o exemplo de teles instaladas em outros países, no que diz respeito à oferta de subsídio de notebooks com tecnologia 3G embarcada. "Os equipamentos serão oferecidos junto com planos das operadoras. Esses planos virão para o mercado brasileiro", afirma.

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