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Internet Explorer 6 ainda reina na China

Na média global, IE6 está em 7,6% dos PCs, mas no gigante asiático índice sobe para 45,2%; para Microsoft, culpa é da pirataria.

Computerworld/EUA

03/12/2010 às 18h20

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Um executivo da Microsoft deixou bem claro que, para que o Internet Explorer 6 deixe de existir, uma grande atenção deve ser dada à China, onde 45,2% dos internautas do país, segundo a Net Applications, ainda utilizam o defasado navegador.

O uso do browser no gigante asiático é, portanto, cinco vezes maior, proporcionalmente, que o índice no resto do mundo. De acordo com os dados de novembro, a média dos outros países é de 7,6%. Assim, em termos globais, o IE 6 ainda é usado por 14,6% dos usuários.

A Microsoft sabe que a China é o principal refúgio do software, mesmo porque, considerando que a região conta com 420 milhões de internautas, seriam por volta de 190 milhões o número de pessoas que ainda o utilizam.

Em seu blog, Roger Capriotti, diretor de marketing do IE, reflete essa preocupação. “Muito do uso do Internet Explorer 6 vem da China”, escreveu o executivo que, logo após assumir o posto, em janeiro passado, afirmou que sua principal tarefa seria exterminar o navegador, que já completou nove anos de idade.

Já em entrevista na última terça-feira (30/11), Capriotti listou alguns fatores que motivaram o fenômeno. Dentre eles, a pirataria e a grande quantidade de computadores velhos que não foram substituídos. “Muitas máquinas nunca receberam as atualizações que disponibilizamos via Windows Update”, disse.

A explicação é que muitos usuários, por possuírem cópias ilegais, têm medo de que, ao atualizarem o software, tenham seu uso bloqueado.

Windows XP
O uso do Windows XP - que, em seu início, vinha com o Internet Explorer 6 – reforça o argumento da Microsoft. Em novembro, 57,9% dos internautas usaram o saudoso sistema para se conectarem, mas, entre os chineses, esse número sobe para 81,8%.

Já o Windows 7, o SO mais recente da companhia, só está na máquina de 10,3% dos usuários da China, pouco mais que a metade da média global.

Na mesma entrevista, Capriotti negou-se a detalhar os planos da Microsoft para reverter o alarmante quadro.

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