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Internet móvel a 50 Mbps é realidade na Suécia

IDG testa serviço LTE em Estocolmo e constata que velocidade, embora inferior à anunciada, é similar à conexão fixa de fibra óptica

Computerworld/EUA

17/08/2010 às 14h36

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Um teste feito na rede LTE (Long Term Evolution) – tecnologia 4G de conexão à Internet – da TeliaSonera em Estocolmo, na Suécia, mostra o que a nova geração da mobilidade tem de melhor  quando usada a 2,6 GHz: uma velocidade de até 59,1 Mbps (bits por segundo). O problema é que o sistema expôs suas falhas quando requisitado em um ambiente fechado.

A velocidade que a LTE e outras tecnologias de conexão móvel podem oferecer ao usuário depende de diversos fatores, desde a frequência que o operador utiliza à quantidade de espectro que ele consegue manusear.

No caso, a TeliaSonera usa dois canais de 20 MHz – um para download e o outro para upload –, enquanto a Verizon Wireless planeja oferecer só metade disso. Ou seja, pelo menos no papel, sua rede vai ter metade da capacidade da empresa sueca. No entanto, a banda de sua rede será de 700 MHz em vez de 2,6 GHz, o que lhe dará maior poder para o uso em domicílios. A melhor alternativa para uma operadora, como se vê, seria prover tanto uma frequência de banda alta como uma baixa, algo que algumas empresas da Alemanha pretendem garantir.

Na última sexta-feira (13/8), equipado com um Sony Vaio Z e um modem da Samsung modelo GT-B3730, circulei pelas ruas do centro de Estocolmo. Segundo a TeliaSonera, nas melhores das condições a sua rede LTE deveria oferecer uma velocidade de download de 80 Mbps. Pois bem: usando o site Bredbandskollen, medi o desempenho da conexão em uma dúzia de lugares.

Velocidade
Comecei a empreitada no escritório da IDG na Suécia, e logo fiquei desapontado com apenas 9,6 Mbps. Felizmente, esse foi o pior momento da LTE. Na primeira parada em um ambiente externo (um pátio de um restaurante bem próximo a onde estava), a velocidade de download subiu para 59,1 Mbps. Em outros dois locais, consegui banda superior a 50 Mbps, sendo que em um deles baixei um arquivo de 407 MB em incríveis 2minutos e 30 segundos. 

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A sensação enquanto navegava pelos sites era a mesma de quando estou em casa com minha rede por fibra ótica, que me garante de 90 Mbps a 100 Mbps.

Entretanto, destaco que a velocidade acima de 50 Mbps não era a norma. A média da velocidade de download ficou em 33,4 Mbps - o que, ainda assim, impressiona.

Quanto ao upload, o melhor que consegui da LTE foi 18,2 Mbps. A média foi de 12,7 Mbps.

Em três ocasiões – na estação de metrô, ao embarcar no trem subterrâneo e em um shopping – o modem não foi capaz de me conectar à rede LTE. Em vez disso, a web funcionava via HSPA (High-Speed Packet Access), o que significou uma velocidade de 6 Mbps a 8,5 Mbps.

É verdade que os testes mostraram que o serviço da TeliaSonera é prejudicado quando acessado em um ambiente fechado, mas nem sempre é assim: a segunda maior velocidade que consegui - 57,2 Mbps - foi entre quatro paredes. Concluo que usar a LTE a 2,6 GHz não é necessariamente ruim ao ser acessada dentro de casa ou em uma loja.

Se contabilizarmos a velocidade da HSPA ao estudo, as médias de velocidade de upload e download obtidas em Estocolmo caem para 10,4 Mbps e 27,8 Mbps, respectivamente.

Receio e preço
Além da maior largura de banda da LTE, a tecnologia também oferece melhor latência, o que faz com que as respostas à conexão sejam mais rápidas em relação ao 3G que conhecemos.

O que ainda falta ver é como a conexão LTE se comportará conforme a sua popularidade aumente. O sinal via rádio é compartilhado entre os usuários; portanto, quanto maior o número de adeptos, menor a velocidade. A TeliaSonera não divulga dados sobre a o ritmo de adesão ao serviço. Apenas afirmou, por meio de sua porta-voz, no final de junho, que já tinha atraído “milhares de assinantes”.

Até o fim do ano, a LTE da operadora custará 359 coroas suecas por mês, o equivalente a 48 dólares, com direito a 30 GB de dados. Depois, o preço aumentará para 82 dólares. A conexão 3G da TeliaSonera também está em promoção; para assiná-lo, junto a um limite de 20 GB de tráfego, deve-se pagar 13,50 dólares mensais. Já em 2011, segundo o site da empresa, o valor ficará em 43,50 dólares.

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