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Interzone Futebol recria os desafios dos craques

O MMOG permite aos jogadores se enfrentar em partidas de futebol de 11 contra 11 e tem desenvolvedores e operações no Brasil. Game se passa no Rio.

Por Cauã Taborda, especial para a GamePro

19/08/2008 às 16h47

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A Interzone, uma empresa de desenvolvimento de games dos EUA, revelou hoje suas operações no Brasil e num bate-bola com ginga nacional deu detalhes sobre seu Massively Multiplayer Online Game (MMOG).

O Interzone Futebol, como o nome já denuncia, é um MMOG onde os usuários irão controlar um avatar de jogador de futebol. A idéia do jogo é centrar o jogador no cotidiano profissional dos craques da bola, tomando decisões como passes entre grandes times, melhorando desempenho, número de gols e até salário. Tudo isso é ambientado no Rio de Janeiro.

Apesar de a temática do game ser mais que conhecida entre os jogadores brasileiros, o game tem uma proposta bem diferente dos games de futebol. Neste MMOG os jogadores irão participar de partidas online de 11 contra 11, onde cada avatar, incluindo o goleiro, será controlado por um usuário real.

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“Os times serão formados pelos jogadores nas salas de chat. Essa escolha pode acontecer na hora, com os usuários se conhecendo ou mesmo entre grupos de amigos”, explica Alun  Muniz Rees, coordenador de design.

Mas o sistema pode agendar partidas, caso os usuários não cheguem a um acordo. “O servidor terá autonomia para balancear os times, propondo partidas ‘ideais’”.
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A equipe promete um game ágil, onde qualquer usuário – mesmo os com conexões mais lentas – terá um bom desempenho. Isso é garantido pelos servidores, administrados pela LocaWeb, parceira da Interzone também no sistema de micropagamentos.

O game será gratuito, qualquer usuário pode criar uma conta e se divertir. Mas, assim como em Second Life, o game terá elementos pagos numa moeda própria, que será adquirida em troca de pagamentos em reais. Esse dinheiro serve para que o jogador adquira equipamentos, como chuteiras, caneleiras e uniformes. Essa é “uma outra aposta comercial, um incentivo para que as empresas insiram suas marcas no game”, diz Jairo Rozenblit, vice-presidente mundial da Interzone e country manager da empresa no Brasil.

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Sem marasmo

A proposta do game é que ele seja veloz e em tempo real. Mesmo quando um jogador tiver domínio da bola, os outros estarão se posicionando pelo campo, marcando atacantes, esperando passes e arquitetando jogadas. Tudo para evitar a sensação “futebol de botão”.

Cada partida dura 90 minutos, que contados no tempo real equivalem a 20. Com acréscimos, prorrogação e outras paradas, o tempo máximo de cada partida não deve ultrapassar os 25 minutos.

Apesar da reserva em revelar alguns aspectos do projeto, o time de desenvolvedores já garantiu que um sistema irá prevenir quedas dos jogadores. “Se o jogador se ausentar da sala ele pode reassumir sua posição em um tempo limite”. Um sistema de substituição também está sendo arquitetado.

Força nacional

Jairo explica que este é o primeiro projeto internacional em que o Brasil tem um papel fundamental no desenvolvimento.

O time brasileiro de 30 desenvolvedores é responsável pela arquitetura das transações e do ambiente do game na internet. “O papel do Brasil é muito importante, pois o portal será ligado diretamente com o que acontece no game. A Interzone apostou na maturidade dos profissionais e do mercado de internet do país”.

O game será lançado em vários países e, segundo Jairo, o time brasileiro de desenvolvimento deve ser o responsável pelos portais do game em todas as regiões.

À partir de hoje a Interzone abriu inscrições para os interessados em participar do programa beta fechado, ajudando nos testes com partidas e ajustes finais. Um beta aberto, onde qualquer usuário pode entrar, está previsto para outubro. O cliente do beta fechado possui 390 MB, ocupando 750 MB após a instalação.

O lançamento oficial do jogo está programado para o final deste ano.

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