Home > Notícias

iOS 4 x Android 2.2: quem se dá melhor no ambiente corporativo

Os dois sistemas ainda não ganharam as ruas, mas uma análise de suas virtudes e limitações pode ajudar a definir qual o mais adequado para sua empresa

PC World/EUA

16/06/2010 às 17h46

Foto:

O lançamento dos sistemas operacionais iOS 4, responsável por
manter o iPhone 4 rodando, e do Android 2.2, disponível em diversos aparelhos,
inaugura um novo capítulo da história dos smartphones mais queridos do
mercado.

Os dois sistemas contam com uma infinidade de extensões para a
diversão e a informação dos usuários, o que desperta uma pergunta: quando o
assunto é aplicação corporativa, qual dos dois traz mais vantagens?

Possivelmente, quando se trata de uso para negócios, nem um
nem o outro seja a escolha ideal, perfeita.

Com vários corpos de vantagem sobre a dupla Android 2.2
& iOS 4, a RIM (leia-se BlackBerry) e o Windows Mobile  lideram a corrida. O Windows Mobile deverá
ser rebatizado de Windows Phone 7 (assim que a nova versão ganhar as ruas) e possui
boas opções de integração com aplicativos corporativos.

De qualquer maneira, o iPhone e as diversas implementações da plataforma Android são os melhores
smartphones disponíveis até o momento atual.
Isso deveria estimular profissionais de negócios e administradores de TI a avaliar
qual solução responde melhor às necessidades da corporação.

ios4390

iOS 4: sistema se aproxima cada vez mais de ser uma solução corporativa
robusta

1:: Para profissionais

Email - O iOS 4 apresenta o recurso de aglutinar várias caixas de
entrada em uma única conta. O Android não conta com essa facilidade.

Em contrapartida, usuários corporativos que mantém contas em servidores Microsoft
Exchange ou ActiveSync contam com os recursos necessários para
receber o fluxo de e-mails em smartphones operados com os sistemas IOS4 ou
Android.

Ao configurar uma conta destino alternativa para receber as mensagens
oriundas de outro perfil Exchange, o volume de mensagens será automaticamente
encaminhado para a conta adicionada. Ponto para o iOS 4.

Aplicativos - Na Apple App Store há perto de 200 mil opções para download,
praticamente quatro vezes mais que todos os aplicativos disponíveis para o sistema
Android. 

A importância dessa vantagem quantitativa é discutível. Apesar de
haver muito mais opções para o iPhone, 50 mil programas já representam um
volume desnecessariamente alto. Selecionados os aplicativos com alguma
utilidade corporativa, esse volume cai para próximo de 200. Logo, certamente
haverá uma alternativa em cada plataforma para atender a gregos e a troianos. Empate.

Flash - A Apple eliminou a opção de exibição dos elementos Flash no iOS 4. Como resultado, haverá uma infinidade de conteúdo, principalmente de
vídeo e aqueles que oferecem interatividade em algum nível, inacessível para
proprietários do iPhone.

Dona da lingugem, a Adobe anunciou um acordo com a
empresa Greystripe para conversão do conteúdo Flash circulante para o formato
HTML5, compatível com o iPhone e com o iPad. Resta saber em que ritmo ocorrerá a
conversão de um volume incalculável em Flash já existente e o despejado na
rede a cada minuto, e se isso vai dar conta da restrição de Steve Jobs.

O Android interpreta e renderiza arquivos .swf (Flash) sem
qualquer problema; a versão 10.2 beta do Adobe Flash Player para Android 2.2 já
está na Internet. Ponto para o Android 2.2.

Compartilhamento WiFi - Tethering, como é chamado o acesso de outros dispositivos à
internet, passando pelo compartilhamento da conexão via IOS4 não sai de graça.
A AT&T cobra 20 dólares mensais para oferecer esse recurso, e o acesso à Internet com o iPad usando a conexão do iPhone não deverá ser possível.

O Android 2.2 oferece até oito portas para conexão de
dispositivos à rede WiFi. O impacto da utilização desse recurso na conta do
usuário varia de operadora para operadora. Ponto para o Android 2.2.

2::Para administradores de TI

Distribuição e uniformidade - Atualizar o sistema operacional de iPhones de gerações
anteriores (3G, 3GS e iPod Touch) para a versão 4 não tem custo. Quando o
iPhone4 for para as vitrines, já deverá estar equipado com a versão mais
recente do sistema. A Apple decidiu adotar apenas uma plataforma de hardware e
de software para toda a linha de produtos, o que aumenta as chances de
interoperabilidade entre dispositivos portáteis da logomarca da maçã.

A linha de sistemas Android possui vários fragmentos e
versões distintas. Confirmada está a inclusão da versão 2.2 no Nexus One
(a marca de smartphone da Google). Mesmo com promessas de disponibilizar a atualização do
sistema para outros aparelhos, só resta aguardar e ver se a opção de instalar o
Android 2.2 em smartphones baseados nesse SO vai virar realidade;
possivelmente, não. Ponto para o iOS 4.

Diversidade - A distribuição do IOS4 e do iPhone é prerrogativa exclusiva
da operadora AT&T. A disponibilidade também é atrelada a um formato único de aparelho. As variações mínimas de layout perceptíveis entre as versões 3G,
3GS do iPhone, e o modelo ainda por estrear, 4, baseiam-se, para todos os
efeitos, em um único padrão de hardware.

Organizações que tem contratos firmados com outras
operadoras, tais como T-Mobile, Sprint e Verizon, podem apagar o iPhone de seus
planos; o mesmo vale para empresas que optem por teclados externos ou outras
configurações de hardware. No caso dessas companhias, a saída será o Android
2.2. Ponto para o Android 2.2.

Painel de controle - O iPhone se afasta da percepção generalizada de ser um
brinquedo divertido e se aproxima cada vez mais de uma solução corporativa
robusta, com segurança aprimorada constantemente. Junto com as melhorias vêm
opções de controle com itens que vão agradar aos administradores de TI quando o
assunto for definir o posicionamento, a forma de gerenciar e o monitoramento
dos aparelhos pertencentes a empresa.

Para domar as habilidades do Android, existe uma variedade
razoável de ferramentas (desenvolvidas por terceiros). Em termos gerais, o sistema
ainda engatinha quando o assunto é integração com ferramentas de controle
corporativas. Ponto para o iOS 4.

Súmula

No placar final cada sistema marcou 3 pontos (ver tabela abaixo), e houve empate
em um quesito (aplicativos). No final das contas, tentar estabelecer qual
sistema é o “melhor” ou até mesmo “mais adequado” fica a cargo de conceitos
subjetivos e de preferência pessoal. Conforme explicado, a opção das empresas
por uma ou outra operadora depende do que é oferecido pelas prestadoras de
sinal.

android-iphone-tabela

Ao definir qual sistema vão adotar nas empresas, caberá aos
administradores de TI e profissionais de negócios relevar tudo que foi
mencionado, ao passo que as características abordadas fazem parte de um
conjunto formado por "n" fatores.

A qualidade do sinal de determinada operadora,
na região de atuação da companhia, disponibilidade de sinal nas situações de
deslocamento são relevantes. Mas há ainda a adequação das soluções às normas de
segurança, formatos de arquivos e mais uma miríade de outros aspectos a ser
considerados na hora de definir quem é o “melhor” ou “mais adequado” para cada
circunstância.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail