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iPad estimula empresas a cobrar por conteúdo online

News Corp anunciará daqui a um mês novo modelo de assinatura para os conteúdos da companhia; New York Times disse que fará o mesmo em 2011

PC World/EUA

05/05/2010 às 15h41

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Se você pensou que as notícias na internet seriam gratuitas para sempre, está na hora de repensar o fato. Na apresentação dos resultados financeiros da empresa de mídia News Corp.,  o CEO Rupert Murdoch disse que, em três ou quatro semanas, um novo modelo de assinatura do conteúdo distribuído pela companhia seria anunciado. A ação teria como alvo o badalado iPad da Apple.

Há algumas semanas, a corporação anunciou um aplicativo do Wall Street Journal para o iPad. Este poderia ser obtido de graça, mas seria preciso pagar 3,99 dólares semanais ou 200 dólares anuais para que as informações fossem constantemente atualizadas.

Desde a estreia do iPad, em 3/4, 64 mil pessoas já baixaram o programa – um sinal de que, embora muitos usuários não estejam dispostos a pagar por conteúdo online, há muitos outros que não se importam em usar seu dinheiro para receber um serviço exclusivo.

O sucesso da iniciativa inspirou a News Corp. a desenvolver algo parecido para outras de suas publicações, concebendo um padrão capaz de convencer os usuários a pagar por notícias que poderiam ser lidas gratuitamente na web.

Modelo pioneiro
“Hoje estamos finalizando as discussões com um grande número de publicações e companhias de tecnologia. Em breve, estaremos disponibilizando um modelo de assinatura pioneiro, apto a distribuir conteúdo para os consumidores quando e onde eles quiserem”, afirmou Murdoch.

No entanto, não espere que o valor pedido pelo aplicativo do Wall Street Jornal continue o mesmo. Para o Murdoch, 3,99 dólares por semana é só o começo. “Eu imagino que, nos próximos anos, o preço irá aumentar”.

O New York Times, concorrente do WSJ, anunciou, ano passado, que em 2011 também irá começar a cobrar pelo conteúdo publicado na web.

Hora dos pequenos
Um dos responsáveis pela tendência parece ser o iPad, que, além de ter alterado as perspectivas dos veículos de mídia, também modificou o mercado dos e-books, mais caros hoje em dia se comparado ao período em que a Amazon ditava as regras.

Uma vez que as grandes empresas têm anunciado restrições ao acesso online de suas notícias, espera-se que as que ainda não se pronunciaram a respeito sigam o mesmo caminho.

No entanto, é razoável pensar que pequenos jornais possam aproveitar a oportunidade, decidam manter a gratuidade de seus portais na internet e assim, consigam mais audiência, equilibrando o jogo.

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