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iPhone: chip A5 é razão suficiente para migrar?

De acordo com especialista, poder do novo processador supera as necessidades do sistema e até dos aplicativos mais exigentes.

Computerworld/EUA

16/05/2011 às 19h27

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O próximo iPhone contará com o mais novo processador A5 da Apple, porém todo esse poder a mais pode não ser um fator que motive o upgrade, a não ser que a companhia tire alguns aplicativos superpoderosos da manga, de acordo com um expert em iPhone.

A nova versão do smartphone da Apple, que muitos analistas preveem que seja lançado em setembro, terá processador A5, o mesmo que já está no iPad 2, de acordo com Aaron Vronko, CEO da Rapid Repair, uma loja de consertos e fornecedoras de peças ao estilo DIY (faça você mesmo, em inglês) para iPhone, iPod e iPad.

Vronko baseou sua aposta no fato de que o A5 irá fazer parte do próximo iPhone devido ao histórico da Apple em manter seus smartphones e tablets em sincronia. No ano passado, a Apple inseriu o A4 – o primeiro que a própria empresa desenvolveu – no iPad original, e, meses depois, fez o mesmo com o iPhone 4.

Assim como A4, o A5 é baseado em um design ARM Cortex; o último, entretanto, é um processador dual core integrado no Cortex A9 que roda a 1 GHz, de acordo com o especialista.

Poder de sobra
No entanto, Vronko suspeita que a Apple desistirá da ideia do A5 na nova versão do smartphone da empresa. “Há muito mais poder do que ele realmente precisa. Não ficaria surpreso se eles baixassem o desempenho para 800 ou 900 MHz, somente para estender a duração da bateria” argumentou.

A razão pela qual Vronko acredita que a Apple irá sacrificar a velocidade do processador em benefício da vida útil da bateria é que, com o processador dual core, o hardware do iPhone vai finalmente superar as necessidades do iOS e de suas aplicações.

“Não há na verdade nenhum aplicativo que tenha exaurido o hardware atual”, disse Vronko. “A Apple é a guardiã do ciclo de processadores, e, com suas APIs minimalistas, o software não mudou a ponto de desafiar o hardware”.

Conforme comentou Vronko, a Apple resguardou a performance do iPhone. No último ano, por exemplo, quando disponbilizou o multitarefa – a habilidade de executar vários programas simultaneamente – no iOS 4, a companhia limitou o recurso para um número pequeno de tarefas, como execução de áudio, chamas VoIP e serviços de localização. “Durante anos, o hardware tem ficado mas rápido, e com o próximo iPhone, haverá outro melhor ainda”, previu o especialista.

Apps nativos
Como a Apple ainda não disponibilizou o SDK (kit para desenvolvedores de software, em inglês) para o iOS 5 – esperado para ainda este mês, durante a Worldwide Developers Conference – os únicos apps que Vronko espera ver no lançamento que realmente tiram vantagem do A5 serão da própria Apple.

Tirando alguns outros aplicativos que aproveitem da velocidade do novo processador, qualquer promessa de melhoria na velocidade pode ser um ponto discutível para os consumidores – e isso pode diminuir o entusiasmo entre os fiéis da Apple, principalmente entre aqueles que fazem um upgrade anualmente.

“Essa pode ser a primeira vez que uma atualização não seja convincente” arriscou Vronko. “Antes disso, havia muitas boas razões para comprar um novo iPhone. Mas as pessoas que já têm um iPhone 4 podem não encontrar tantas razões para saltar para um iPhone 5."

Os avanços anuais da Apple têm sido notáveis: em 2008, a Apple apresentou o iPhone 3G, o primeiro a funcionar nas redes mais rápidas de 3G. Um ano depois, o iPhone 3GS teve a performance melhorada e adicionou uma câmera mais poderosa. Em 2010, o iPhone 4 surgiu com uma tela nova de alta resolução e com uma segunda câmera para chamadas de vídeo.

“Talvez alguns desses aplicativos primários exijam do poder de força [do A5]. É isso que eles vão dizer no dia do lançamento” disse Vronko. “Sempre haverá pessoas malucas o suficiente para fazer um upgrade todos os anos” brincou o especialista, “no entanto, desta vez, não estou tão certo de que serão muitas”.

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