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iPhones de funcionários desafiam a segurança nas empresas

Companhias que só usavam Blackberry enfrentam o desafio de lidar agora com celular da Apple e terminais com Android trazidos pelos empregados

Network World/EUA

09/08/2010 às 16h12

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O BlackBerry, smartphone fabricado pela canadense Reseach in Motion (RIM) para uso corporativo, ainda domina as empresas, mas seus competidores hoje são muito mais fortes. Aparelhos como o iPhone e  terminais equipados com o sistema operacional Android ,do Google, entraram nas corporações pelas mãos dos usuários, que cada vez mais querem usar os dispositivos pessoais também para fins comerciais.

Esse novo comportamento de uso dos smarphones cria para os executivos da segurança da informação (CSO) um novo desafio e para as companhias, várias questões sobre os terminas móveis. Elas questionam a possibilidade de criação de políticas para a utilização dos equipamentos e para controle do uso do terminal do próprio funcionário na rede da empresa. O maior dos problemas é  garantir a proteção de um ambiente multiplataforma formado por smartphones que não pertencem à empresa.

A companhia de seguros de saúde UAB é uma das que estão sentindo esse problema na pele. De acordo com o chefe de segurança de dados da organização, Terrel Herzig, a chegada dos aparelhos como iPhone, iPad e Droid é inevitável. Segundo o profissional, médicos e outros integrantes da equipe da empresa esperam ir ao trabalho com os aparelhos e ter acesso ao sistema de dados da organização de forma natural. Os funcionários ligam para o departamento técnico para saber como configurar os dispositivos.

O resultado são profissionais de TI confusos, que procuram o setor de segurança da rede. Essa tarefa ficou tão corriqueira que obrigou a UAB a montar uma equipe para investigar se a empresa deve ou não abrir o acesso da rede para outros sistemas operacionais e avaliar o uso de smartphones privados no ambiente da companhia, além do Blackberry, já autorizado. “Estamos orientando os funcionários para que não comprem novos aparelhos enquanto tentamos descobrir como lidar com esses dispositivos”, afirma Herzig.

Apesar disso, a UAB já mostra avanços. Em uma primeira fase, a organização concluiu as configurações de segurança para permitir a entrada do iPad na rede. O gadget da Apple agora será usado alinhado com aplicativos de gestão e de segurança do Google.

"A nova geração de dispositivos tem funcionaldades desejadas pelos profissionais em geral", diz Herzig, explicando o esforço para adotar o iPad. O próximo desafio é permitir o uso do desktop remotamente via Droid. "Essa é a principal demanda atual", completa.

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