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iPod faz 10 anos

Conheça a história do tocador de músicas que revolucionou a indústria fonográfica e tirou a Apple da crise

PC World/EUA

21/10/2011 às 17h53

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É difícil pensar em um único dispositivo que tenha mudado tanto a indústria da tecnologia nos últimos 10 anos quanto o iPod. Quando a Apple anunciou o iPod, no dia em 23 de outubro de 2001(clique aqui para ver o comunicado oficial de lançamento), música digital era um conceito desconhecido, a não ser por geeks e pelos piratas do Napster. Muitos consumidores nunca tinham ouvido falar de um MP3 player. 

Dez anos depois, o termo “iPod” é icônico. A Apple domina o mercado de vendas de músicas digitais e possui uma tremenda força no mercado de tocadores de música.  E a dupla exerceu força decisiva por trás da música online. 

Nascimento
Quando a Apple lançou o iPod em 2001, CD players e os famosos Walkmans de fita cassete da Sony dominavam o mercado de músicas portáteis. A Apple ainda estava se recuperando da desastrosa tragetória durante a ausência de Jobs e os poucos gadgets colocados à venda pela empresa, como o tablet Newton, eram fracassos comerciais. 

O iPod Classic era algo novo, singular (mesmo que excêntrico para os dias de hoje) -  uma tela de LCD branca e preta de baixa resolução e um hardware com pouco mais de 5 GB com alguns botões anexados à carcaça. A roda de scroll, como era chamado o controle do aparelho, que ainda funcionava à base de cliques, de fato vingou. 

Uma série de updates rápidos expandiram espaço em disco, substituíram os botões mecânicos pelos controles sensíveis ao toque (que os usuários estão acostumados até hoje) e trouxe, finalmente, compatibilidade com o Windows, já que o aparelho originalmente só funcionava com Macs. Entretanto, o próximo grande passo do iPod viria em 2003, quando Jobs apresentou uma nova maneira de comprar músicas para o aparelho. 

 

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Antes da roda sensível ao toque, primeiro iPod tinha botões físicos no chassi

 

Apresentando: iTunes
Mesmo que o iPod fosse considerado um produto de sucesso, demorou um pouco para que ele decolasse. De acordo com os dados de vendas da Apple, demorou cerca de um ano e meio para que a empresa vendesse a milionésima unidade do iPad, em maio de 2003. Entretanto, no fim de 2004, a multinacional já havia vendido mais de 5 milhões de iPods.

Grande parte desse salto de popularidade pode ser atribuído ao lançamento da iTunes Music Store em 2003. Quando o serviço foi disponibilizado, a pirataria de músicas já era violenta, graças a softwares de compartilhamento de arquivos peer-to-peer (como o famoso Napster), e as gravadoras eram radicalmente contra a ideia de disponibilizar músicas online.

O serviço original sofreu algumas críticas por alguns do compromissos que estabeleceu, como sua fidelidade à licença DRM (gestão de direitos autorais, em inglês), para satisfazer as gravadoras era um ponto muito frequente, o iTunes se tornou rapidamente a loja online de música mais popular do mundo, e vendeu 1 milhão de músicas na primeira semana de funcionamento - mais impressionante ainda é que a marca foi atingida antes mesmo da disponibilidade do serviço para o Windows.

No fim de 2010, a Apple anunciou que foram vendidas através do iTunes mais de 10 bilhões de músicas. Enquanto que a iTunes Store trouxe mudanças boas para a saúde da Apple, a ferramenta, na verdade, foi uma estratégia para vender iPods. E o esforço parece ter dado certo: a companhia de Cupertino informou em seu relatório de vendas do último trimestre que a empresa teria vencido mais de 300 milhões de iPod até hoje. 

 

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iTunes: uma nova maneira de comprar música online


Expandindo a família

Esses números incluem mais do que apenas as vendas do iPod Classic. Ao passar dos anos, esse modelo deixou de ser o único e começou a ser o núcleo de uma família de music players da Apple e de outros dispositivos digitais. No começo, o iPod era o centro dessa linha de produtos, com linhas como o Mini, Nano e Shuffle, alternativas mais baratas ao iPod original. 

A Apple continuou a atualizar o iPod ao passar dos anos e o aparelho ganhou outros recursos, como tela colorida e a possibilidade de executar vídeos, e, por um momento, parecia que o iPod seria o principal gadget da Apple. Aí surgiu o iPhone, em 2007. 

O celular com tela sensível ao toque praticamente sem botões se tornou padrão para maioria dos iDevices. No ano seguinte, a Apple apresentou o primeiro iPod Touch, para os usuários que queriam a interface e os apps do iPhone, mas sem o contrato de operadora. Esse modelo de interface chegou até o iPad (ridicularizado inicialmente como apenas um “iPod Touch gigante”, mas que provou seu valor com o tempo) e transportada para a pequena tela de 1 polegada do iPod Nano.  

 

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Da esquerda para direita: iPod touch (3ªG), iPod Classic (5ªG), iPod Nano (5ªG) e iPod Shuffle

 

Nos dias de hoje

Depois de tirar a Apple do buraco, derrotar o Walkman e revolucionar a indústria da música digital, o iPod tem diminuido seu espaço no mercado, tendo como principal adversário um de seus irmãos, o iPhone. Entre os cotados para desaparecerem nos próximos meses, está o próprio iPod Classic, principalmente porque o novo modelo do smartphone da Apple oferece até 64 GB de armazenamento. 

Os iPods Touch e Shuffle encontram-se na 4ª geração, enquanto que o iPod Classic e iPod Nano alcançaram a sexta geração - este último recebeu melhorias na interface durante a última edição da WWDC (agora ele mostra apenas um ícone de aplicativo por vez na tela e mais modelos de relógio, para os usuários que desejam utilizar o dispositivo como um acessório de roupa). 

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