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Irã derruba celulares e bloqueia redes sociais e Twitter

Governo bloqueia mensagens SMSs e impede acesso ao Facebook e ao Twitter nos dias seguintes à reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

Redação do IDG Now!

15/06/2009 às 10h38

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O governo do Irã foi acusado de derrubar redes de telefonia celular e bloquear o acesso aos iranianos a serviços online, como redes sociais e o Twitter, desde a sexta-feira (12/06) após acusações de fraudes nas eleições nacionais.

A reeleição do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad por 62% dos votos válidos foi confirmada na sexta, mesmo envolta por acusações de fraudes feitas pelo candidato oposicionista Mir Hossein Mousavi, que teve 33,7% dos votos, e que acusou a atual gestão de bloquear seu site e o envio de mensagens pelo celular no dia da votação.

A tensão no Irã após a confirmação da vitória de Ahmadinejad motivou manifestações nas ruas de cidades iranianas, como a capital Teerã, e se desdobrou para serviços online, onde apoiadores de Mousavi relatavam abusos por parte da polícia e ações contra ferramentas que facilitassem mobilizações.

Segundo o canal de notícia Al-Jazeera, o acesso ao Facebook e ao Twitter foi bloqueado a partir do sábado (13/06), junto a ações para que repórteres estrangeiros não conseguissem cobrir as manifestações para veículos internacionais.

O bloqueio a redes de telefonia celular, que impediriam o envio de mensagens de SMS, foi acusada por blogueiros, como alguns indicados pelo Boing Boing, antes da votação para presidente começar. No fim de semana, tanto o envio de mensagens como a capacidade de realizar chamadas foram bloqueadas pelo governo, diz o The New York Times.

Mesmo com o bloqueio, a hashtag "#iranelection" vem se mantendo entre as mais populares da busca do Twitter desde o anúncio da reeleição de Ahmadinejad. Segundo o serviço #hashtags, a tag vem se tornando mais popular, atingindo mais de 15 mil registros nesse domingo (15/06).

Mousavi vem usando serviços online, como o Twitter, o Flickr e uma suposta página no Google Pages para se manifestar contra a confirmação da vitória do atual presidente, com cartas abertas contra as supostas ações truculentas do governo iraniano, e para promover manifestações contrárias à eleição.

O candidato também vem publicando em seu perfil no YouTube vídeos feitos por manifestantes dos confrontos entre os apoiadores de Mousavi contra a polícia iraniana.

As dificuldades enfrentadas pela mídia tradicional na cobertura da guerra deflagrada por Israel contra o grupo radical palestino Hamas em janeiro também foram contornadas pela ação de cidadãos que publicavam vídeos e fotos dos ataques em serviços online.

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