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iTunes Store tem problemas relacionados à privacidade, diz especialista

Pesquisador do MIT afirma que loja da Apple permite que se descubra quais conteúdos a pessoa presenteada possui usando apenas seu e-mail

IDG News Service / EUA

22/02/2011 às 10h58

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O fato de a iTunes Store poder revelar quais conteúdos uma pessoa já baixou pode afetar a privacidade dos usuários do serviço, afirma o cientista principal de pesquisa do Centro para Negócios Digitais do MIT, Andrew McAfee.

McAfee afirma que uma pessoa pode compilar uma lista de até 100 músicas para dar de presente para alguém e a iTunes Store verificar se o recebedor já possui o conteúdo em questão. “Isso é feito com boas intenções – para evitar que os usuários ofereça presentes virtuais que a outra pessoa já tenha – mas a implementação desse recurso levanta preocupações sobre privacidade.”

Para isso, a pessoa que está dando o presente só precisa saber o endereço de e-mail da conta na loja do recebedor, algo que McAfee diz não ser difícil de conseguir, e possuir uma cópia do programa iTunes no computador. A Apple também não exige que o presenteador entre com sua conta ou apresente dados de cartão de crédito. O recebedor não tem ideia de que as suas compras estão sendo verificadas por outra pessoa.

“Isso me parece problemático”, diz McAfee. “É claro, isso nem de longe é tão perigoso quanto seriam brechas de privacidade em informações de saúde ou financeiras, então vamos manter essa questão em perspectiva. Mas eu penso que é um problema.”

Para playlists de músicas, os usuários podem enviar até 100 faixas, por isso rastrear a biblioteca de uma pessoa poderia levar um tempo, mas McAfee afirma que o processo provavelmente ser automatizado.

O pesquisador afirma que essa maneira como a iTunes Store lida com o procedimento para presentear usuários pode ser uma violação do Ato de Proteção e Privacidade de Vídeo (Privacy and Protection Act), que proíbe a divulgação dos registros de aluguel do consumidor sem o seu consentimento. E outros estados americanos possuem leis mais rigorosas cobrindo a mesma área, diz McAfee.

Apple x Amazon
Além disso, McAfee afirma que prefere a abordagem da Amazon com sua loja de livros eletrônicos para seu e-reader Kindle. “Como uma comparação, eu tentei enviar para minha mãe um livro para o Kindle que sabia que ela tinha”, diz. “A Amazon permitiu que a compra fosse realizada e não me disse nada sobre seu inventário no Kindle. Ela recebeu uma mensagem da companhia dizendo que eu mandei um livro que ela já tinha, e lhe dando créditos no mesmo valor. Para colocar de maneira branda, essa me parece uma abordagem melhor.”

Os representantes da Apple em Londres não quiseram comentar o assunto.

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