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Japão retoma liderança na lista TOP 500 de supercomputadores

Máquina batizada de “K computer” tem desempenho de 8.16 petaflops, superando o Chinês Tianhe-1A, que ficou apenas seis meses no topo.

Mikael Ricknäs, IDG News Service, e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

20/06/2011 às 12h01

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Um computador japonês conquistou o primeiro lugar na lista TOP 500 dos supercomputadores mais poderosos do mundo, encerrando o “reinado” chinês após apenas seis meses. Com desempenho medido em 8.16 petaflops (um quatrilhão de operações de cálculo em ponto flutuante por segundo), o K computer é mais poderoso que os próximos cinco sistemas da lista combinados.

O desempenho foi medido com 68.554 processadores SPARC64VIIIfx, cada um com oito núcleos, num total de 548.352 núcleos, quase o dobro de qualquer outro sistema na lista Top500. O computador ainda está em construção e de acordo com sua fabricante, a Fujitsu, quando entrar em operação em novembro de 2012 terá mais de 80.000 processadores SPARC64 VIIIfx.

A mais recente versão da lista TOP500, que é publicada semestralmente, foi anunciada nesta segunda-feira durante a edição 2011 da International Supercomputing Conference em Hamburgo, Alemanha. A lista é compilada por Hans Meuer da Universidade de Mannheim na Alemanha, Erich Strohmaier e Horst Simon do NERSC/Lawrence Berkeley National Laboratory nos EUA e Jack Dongarra da Universidade do Tennessee, em Knoxville, também nos EUA.

A ascensão da máquina japonesa significa que o supercomputador chinês Tianhe-1A, que ocupou a primeira posição em novembro do ano passado, agora está em segundo lugar, com um desempenho medido em 2.57 petaflops. Mas a China continua a aumentar o número de sistemas na lista, de 42 para 62. O terceiro lugar pertence ao Jaguar, um supercomputador construído para o Departamento de Energia do governo norte-americano.

O Brasil tem dois supercomputadores na lista. O Tupi, operado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ocupa a 34ª posição com 30.270 processadores AMD Opteron de 12 núcleos cada rodando a 2.1 GHz e desempenho de 205.1 Teraflops. Já o Galileu, operado pelo Núcleo de Atendimento em Computação de Alto Desempenho (NACAD/COPPE) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocupa a 167ª posição, com 6.464 processadores Intel Xeon “Nehalem” de 2.8 GHz cada, e desempenho de 64.6 Teraflops.

Ao contrário de outros supercomputadores recentes, o K computer não usa GPUs ou aceleradores de cálculo para aumentar seu desempenho. Ele é a máquina com o maior consumo de energia, mas também um dos mais eficientes neste quesito, de acordo com a Top500.org, organização que publica a lista. O supercomputador está instalado no Instituto Avançado para Ciência Computacional RIKEN (AICS) em Kobe. Quando completado, ele deverá operar a 10 petaflops.

Esta é a primeira vez que o Japão tem o supercomputador mais poderoso da lista desde que o “Earth Simulator”, construído pela NEC e operado pela agência espacial japonesa (JAXA), foi superado pelo BlueGene/L do Departamento de Energia dos EUA e pelo Columbia, da NASA, em Novembro de 2004.

Pela primeira vez todos os 10 primeiros sistemas da lista tem desempenho superior a 1 petaflop, embora eles sejam os únicos na lista a atingir este nível. Os EUA tem 5 sistemas entre os 10 primeiros, Japão e China tem dois cada, e a França tem um.

O Roadrunner, também construído pelo departamento de energia dos EUA, foi o primeiro sistema a quebrar a barreira de um petalop em Junho de 2008, mas agora está na décima posição. O desempenho dos computadores na lista é medido usando um benchmark chamado Linpack, um conjunto de rotinas que resolve equações lineares.

O último colocado na lista estava na 262ª posição seis meses atrás, o que significa que quase 48% da lista mudou nos últimos seis meses - e a rotatividade vem aumentando em ritmo constante, segundo a Top500.org. Embora o desempenho entre os sistemas no topo esteja crescendo aos saltos, no fim dela é mais modesto. Para constar entre os Top 100 é necessário um desempenho de 88.92 teraflops, contra 75.76 teraflops seis meses atrás.

A IBM é o fabricante com o maior número de sistemas na lista, 213, seguido pela Hewlett-Packard, com 153. A Intel continua a fornecer os processadores para a maioria dos sistemas da lista, seguida pela AMD e IBM. Processadores Intel da família “Westmere” são usados em 178 sistemas, contra 56 sistemas seis meses atrás.

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