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Jogos para “treinar o cérebro” podem não ter benefício algum

Pesquisa inglesa não demonstrou melhora em pacientes após um mês e meio de "malhação cerebral"

Brennon Slattery

22/04/2010 às 15h50

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Aqueles jogos de "treinamento cerebral" que você baixou no iPhone ou comprou para o Nintendo DS podem não ter efeito nenhum sobre a função cerebral. De acordo com um estudo conduzido pela BBC e publicado na revista Nature (PDF), estes quebra-cabeças não tem resultado algum além de alguns minutos de diversão. 

O estudo acompanhou 11.430 pessoas entre 18 e 60 anos, que fizeram sessões de "malhação cerebral" de pelo menos 10 minutos por dia, três vezes por semana durante seis semanas. Os participantes foram divididos aleatoriamente em três grupos: um participava de sessões projetadas para estimular o raciocínio, planejamento e solução de problemas, outro fazia atividades que estimulam a memória de curto prazo, atenção, matemática e orientação espacial e um terceiro grupo simplesmente navegou na internet, procurando por informações que não estimulavam nenhuma área específica do cérebro.

Com o tempo, os participantes melhoraram seu desempenho nos jogos, mas o estudo aponta que não há melhorias além disso. "Os resultados são claros. Estatisticamente, não há diferença significativa entre as melhorias vistas nos participantes que jogaram os jogos e os que simplesmente navegavam pela internet pelo mesmo período de tempo", disse o Dr. Adrian Owen, um neurocientista do Medical Research Council.

Embora o estudo tenha sido o maior em sua categoria, ainda é apenas um estudo, e aberto a debate e diferentes interpretações.

 

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