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Jogos são a plataforma mais comum para distribuição de malware em smartphones

Games piratas ou gratuitos são a “isca” para malware que pode roubar informações pessoais ou até causar prejuízo financeiro.

Anuradha Shukla, MIS Asia

02/07/2013 às 13h22

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Segundo a edição de Junho de 2013 do “Mobile Security: McAfee Consumer Trends Report” (PDF em inglês), os jogos são a plataforma mais comum para a distribuição de malware em dispositivos móveis. Criminosos abusam das permissões de acesso dos aplicativos, que muitas vezes são cópias piratas distribuídas na internet, para instalar malware e atraem vítimas inocentes para os golpes encorajando-as a usar apps “grátis”.

Os consumidores são atraídos pela idéia e sem saber do perigo concordam com as permissões invasivas, dando aos criminosos liberdade total para instalar e operar seu malware. Com elas os programas podem extrair informações pessoais dos usuários, que podem ser usadas em fraudes e outros golpes.

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“Sem perceber, os consumidores estão deixando informações públicas e privadas nas mãos dos criminosos, abrindo uma infinidade de portas para os golpistas”, disse Stephan Perchard, VP da divisão Consumer e Mobile da McAfee na região da Ásia e Pacífico.

26% dos apps maliciosos são mais do que adware (software projetado para inundar o usuário com propagandas), e o estudo indica que golpes envolvendo mensagens SMS para números “premium” (que cobram por mensagem enviada, dando lucro aos golpistas e prejuízo ao usuário) e software que tenta explorar privilégios de “root” no sistema foram alguns dos tipos de ameaças mais comuns em uma ampla gama de apps.

O relatório da McAfee mostra que os consumidores frequentemente ignoram a necessidade de proteger sua privacidade ao baixar apps, e o motivo para isto é que não entendem claramente o nível de dano que poder se causado ao dar aos apps liberdade total no acesso aos seus dados.

Além dos jogos, as categorias de apps mais populares para distribuição de malware são ferramentas de personalização do sistema, músicas, aplicativos para estilo de vida e aqueles que prometem permitir ao usuário assistir “TV Grátis” em seu smartphone.

O relatório examina em detalhes o comportamento de duas ameaças chamadas FakeInstaller e FakeRun. O primeiro é um malware disfarçado de app gratuito que envia até sete mensagens SMS para números premium, e emprega avançadas técnicas de personalização para evitar sua detecção por apps de segurança.

Já o FakeRun induz os usuários a clicar em um botão para “remover propagandas”, mas com isso na verdade eles estão dando “cinco estrelas” a um app à escolha do malfeitor no Google Play. Um app bem avaliado tem mais chances de ser baixado pelos usuários, e o truque é usado para atrair vítimas a outros apps maliciosos.

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