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Justiça livra Gizmodo de processo no caso do iPhone 4 “perdido”

Tribunal da Califórnia decidiu que o blog não é culpado por ter comprado e publicado fotos sobre o protótipo do smartphone; dois envolvidos no caso serão processados

Computerworld / EUA

11/08/2011 às 10h22

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Um procurador da Califórnia, nos Estados Unidos, decidiu não prestar queixa formal contra o blog Gizmodo ou seu ex-editor Jason Chen no caso que envolveu um protótipo “perdido” do iPhone 4 no ano passado. Em vez disso, dois outros homens foram acusados de delitos leves pelo tribunal do distrito de San Mateo.

Brian Hogan, 22, e Safe Wallowers, 28, foram acusados de apropriação indevida de propriedade perdida, e, no caso de Wallower, também de posse de propriedade furtada. 

O objeto em questão era uma versão inicial do iPhone 4 que foi deixado em um bar de Redwood City por um engenheiro da Apple em março de 2010. Hogan foi identificado pelo seu advogado como a pessoa que vendeu o iPhone para o Gizmodo, que publicou fotos e análises do aparelho meses antes de a Apple apresentar oficialmente o smartphone durante sua conferência anual WWDC 2010.

Diversos especialistas entrevistados pela nossa redação julgaram que o protótipo das fotos do Gizmodo como sendo “verdadeiro”. O blog admitiu ter pago 5 mil dólares para Hogan pelo protótipo do iPhone. Depois o site devolveu o aparelho para a Apple após os advogados da companhia solicitarem o retorno do produto.

A companhia Gawker Media, que é dona do Gizmodo, aplaudiu a decisão da Justiça. “Estamos satisfeitos que o procurador de San Mateo, Steven Wagstaffe, decidiu, após analisar todas as evidências, que a equipe do Gizmodo não cometeu nenhum crime em relação a suas reportagens sobre o protótipo do iPhone 4 no ano passado”, afirmou a empresa por meio de uma declaração em seu site.

Apesar de a polícia da Califórnia ter realizado buscas na casa de Chen no ano passado e até ter apreendido sete computadores, um iPhone, um iPad e outros aparelhos, o jornalista nunca foi acusado pela justiça. Chen, que agora trabalha como editor do site Lifehacker, não quis comentar o assunto.

O advogado de Hogan, que não estava disponível para mais comentários sobre o assunto, emitiu uma nota hoje, 11/8, em reação ao processo movido contra seu cliente. “Apesar de acreditarmos que não deveriam ter sido feitas acusações de nenhum tipo, Brian (Hogan) aceita completamente a responsabilidade por suas ações”, disse o advogado Jeffrey Bornstein. “Estamos cooperando com o procurador do distrito para resolver essa acusação de delito leve o mais rápido possível.”

Até o fechamento desta reportagem, o escritório do procurador de San Mateo não havia respondido aos nossos questionamento sobre o caso, incluindo as possíveis penalidades ou tempo de prisão que Hogan e Wallower podem encarar, caso sejam condenados.

Os dois acusados devem se apresentar ao tribunal no dia 25/8.

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