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Lei de Murphy: 8 situações constrangedoras em eventos de TI

São Francisco - Grandes empresas como Microsoft e Apple, e executivos como o CEO do Facebook, caíram em enrascadas tecnológicas. Confira.

PC World/EUA

27/03/2008 às 16h05

Foto:

ASIMO_queda_88.jpgQualquer pessoa que use tecnologia há um bom tempo sabe que as coisas dão errado. Sistemas operacionais travam, fios são chutados e não se fazem backups. Isso faz parte do show.

Durante conferências e demonstrações, contudo, as coisas devem ocorrer em um vácuo onde tudo opera perfeitamente e a tecnologia é a extensão de seu próprio potencial utópico.

Esta é a teoria. Selecionamos 8 eventos onde os constrangimentos revelam que nem tudo sai como o planejado, mas de acordo com a Lei de Murphy ao invés da Lei de Moore.

Mente fora de controle
Durante a Game Developers' Conference, a empresa Emotiv Systems demonstrou seu headset Emotiv EPOC, que lê os impulsos cerebrais e traduz o que o usuário está pensando nos movimentos de um game.

A demonstração começou suave demais e o usuário se animou e fez com que suas expressões faciais aparecessem na tela. Mas as coisas ficaram ruins quando pediram que ele fizesse um objeto desaparecer.

O controle do jogo, que fica junto ao headset, não conseguia controlar as ações do game. O desenvolvedor do Emotiv descreveu a cena como “demonstração do inferno”.

O Chief Executive Officer da empresa, Nam Do, explicou que o sistema wireless do evento interferiu no desempenho do produto e, segundo outros testers - incluindo Darren Gladstone, da PC World -, o headset teve ótima performance.

Infelizmente, não há vídeos deste desastre na internet.
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Travessura do Gizmodo na CES
Na feira CES 2008, os organizadores prepararam credenciais diferentes para os blogueiros e para a imprensa. Isto enfureceu o primeiro grupo.

Equipados com controles TV-B-Gone, que desligam TVs, algumas pessoas da equipe do Gizmodo desligaram dois displays durante uma demonstração da Motorola, uma parede de TVs da Panasonic e outra da Dish Network, além de demonstrações de games.

Divertido? Claro. Imaturo e anti profissional? Com certeza. Um dos blogueiros do Gizmodo foi banido da CES para sempre, e o editor Brian Lam respondeu com um post sobre a integridade jornalística, o Big Brother e a doença do jornalismo de tecnologia.

Não estrage uma conferência de hackers
O melhor lugar para os hackers conversarem sem se preocupar com quem está anotando suas histórias de pescador é a Defcon. Estes profissionais são muito bons em descobrir coisas que não deveriam, o que motivou o plano do Dateline, da NBC, em enviar um repórter para a conferência anual.

A produtora do programa, Michelle Madigan, tentou burlar o processo de registro da imprensa e levar câmeras escondidas para gravar os hackers enquanto estes assumiam suas conquistas.

Segundo a Wired, a Defcon ofereceu quatro vezes as credenciais de imprensa para Madigan, que recusou e obteve um resultado vergonhoso: ela foi chamada como uma repórter secreta em um dos eventos da conferência, e então seguida por uma multidão de funcionários da Defcon com câmeras e gravadores visíveis enquanto ela fugia do evento.

Veja o vídeo.
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Bill Gates vaiado na Macworld
A Macworld Expo de 1997 mostra muito bem o quão profunda é a rivalidade entre a Microsoft e a Apple.

O então Chief Executive Officer interino da Apple, Steve Jobs, que tinha retornado à empresa antes de seu keynote, teve a difícil tarefa de anunciar uma parceria com a Microsoft a uma sala repleta de Macmaníacos.

Entre os anúncios do executivo da Apple, ele contou que o Internet Explorer seria o navegador padrão nos novos Macs (vaias), que a Microsoft comprou 150 milhões de dólares em ações da Apple (vaias) e apresentou o Bill Gates ao vivo via satélite, no telão atrás do palco (vaias seguidas por aplausos educados).

Asimo caindo das escadas
Quão constrangedora uma demonstração envolvendo tecnologia extremamente avançada chega a ser? Muito, se você achar vergonhoso cair das escadas.

Como mostra este vídeo do Youtube, o robô humanóide Asimo, da Honda, se move com graça até cair das escadas de cabeça no chão. Mas espere: esta queda parece ter doído mais.

O sólido declínio da Comdex
Como diz o Neil Young, é “melhor queimar do que desaparecer”. Mas a Comdex permaneceu na chuva por seis anos antes de decidir que a estrada do mofo não era a melhor opção.

Iniciada em 1979, a Comdex teve um grande evento na indústria de computadores na América do Norte. Mas conforme outros eventos da indústria apareceram, grandes empresas começaram a se ausentar na Comdex.
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A lenta decadência do evento começou em 1998, segundo Steve Bass, da PC World, que viu a morte da Comdex seis anós após seu cancelamento oficial, em novembro de 2004.

Era uma vez um evento que atraía 250 mil pessoas para o Las Vegas Convention Center, mas na última edição, em 2003, Bass viu “muitas cortinas e barreiras para aparentar a existência de um grande número de empresas. Quase não havia grandes nomes, exceto pela Microsoft, cujo stand era minúsculo.

Você pode ver a cobertura da falência da Comdex, ano a ano, aqui.

Keynote memorável, mas pelas razões erradas
A entrevista feita pelo South by Southwest com o Chief Executive Officer do Facebook, Mark Zuckerberg, conduzida pela repórter Sarah Lacy, da BusinessWeek, é o momento mais recente desta lista - e provavelmente o mais famoso.

Durante a hora em que permaneceu no palco do evento de tecnologia e música, a dupla deu início a brincadeiras que deixaram o público incomodado. Críticos acusaram Lacy de falar demais sobre si mesma e questionaram sua relação pessoal com Zuckerberg, perguntando sobre dinheiro ao invés de tecnologia.

A platéia mostrou sua insatisfação. Alguém gritou, no fim da entrevista, “fale sobre algo interessante!”. Lacy respondeu informando como seu trabalho de repórter é difícil. Choveram posts críticos no Twitter e, Lacy, por sua vez, respondeu em seu próprio Twitter.

Além disso, alguns posts de blogs, incluindo o editor Bruce Nussbaum, da BusinessWeek, explicaram porque a entrevista não foi um sucesso. Lacy se defendeu em um vídeo do YouTube e na sua coluna da BusinessWeek.
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Bugs da Microsoft
Ninguém está imune à Tela Azul da Morte ou outras falhas do Windows - nem mesmo Bill Gates. E não importa qual versão do sistema operacional está rodando.

Veja como exemplo esta demonstração na Comdex 1998. Também há um exemplo na CES 2005. Durante a apresentação do Windows Media Center, três erros do Windows interromperam o keynote.

A demonstração do reconhecimento de voz do Vista, durante o Financial Analyst Meeting da Microsoft em 2006, que começou sem elaboração.

Os erros foram condenados cruelmente por uma emissora, que os exibiu e finalizou a matéria com o repórter questionando: “Alguém ainda se pergunta por que o Vista não vai pra frente?.”

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